Aluno de design cria recipiente perfeito para o lixo no Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, a partir do mês que vem, quem jogar lixo na rua vai ser multado. Mas muita gente reclama que é difícil jogar lixo no lugar certo.

Chama-se papeleira. Serve para pequenos resíduos do dia a dia. Apenas no Rio de Janeiro são 30 mil que nem sempre dão conta do recado. 

“Muito pequena, qualquer coisinha, ela fica cheia de lixo, tem lugares que você passa aqui, ela está entupida”, declara Paulo Barbosa, soldador.

Para um engenheiro, especialista em resíduos, as papeleiras são bem-vindas. Mas faltam lixeiras na cidade.

“Você poderia ter contentor específico para receber coco, contentores específicos para receber garrafas de vidro. Contentores específicos para resíduos específicos, isso que está faltando no Rio de Janeiro e no Brasil como um todo”, opina Valter Placido, engenheiro.

Este aluno de design foi desafiado pela professora a criar o recipiente perfeito para o lixo no Rio.  Augusto juntou papeleira com lixeira.

O projeto ganhou no ano passado um dos mais importantes prêmios internacionais, o da Associação Americana de Designers Industriais.

“Dentro de uma lixeira só, ter esta lixeira que se destaca, tem esta mobilidade, e o outro separa o coco em um lugar diferente do resto do lixo, para facilitar essa coleta e aproveitar ele melhor”, Augusto Ribeiro, estudante de design.

Por enquanto, o projeto do Augusto ainda não saiu do papel. Aliás, o que não falta é projeto para a lixeira ideal.

Para cidades grandes, como o Rio de Janeiro, talvez um só tipo de lixeira para pequenos resíduos do dia a dia não seja o suficiente. Vários modelos diferentes estão sendo testados pela companhia de limpeza. Alguns deles transformam problema em solução.

A coleta do coco é dor de cabeça para a maioria das cidades onde o consumo da água da fruta é alto. Custa caro aos cofres públicos pelo tamanho e pelo peso.

No Rio não é diferente. Mas a casca virou matéria-prima para equipamentos importantes na limpeza pública.

“Desenvolvendo uma fibra de coco para ser usada no lutocar, que é carrinho de serviço do gari, e na propria papeleira para se beneficiar do coco, todos nós”, declara Marcelo Leal, diretor do departamento técnico e de logística da Comlurb.

Veja também

1 Comentário

  1. [email protected] disse:

    À premiação é um incentivo para outros estudantes e para que os professores também se sintam recompensados pelo seu trabalho. Como não sou a professora do aluno que venceu o prêmio, eu me sinto a vontade para reclamar do conteúdo desta notícia tão “genérica”, onde o curso – Desenho Industrial da Escola de Belas Artes da UFRJ, e a professora – Beany Monteiro, não são mencionados na notícia!!!! Bitiz Afflalo.