Design de Interface: os desafios

A crescente informatização do nosso dia a dia tem desafiado profissionais de diversas áreas, em especial os designers de interface. O termo UX (que significa, em inglês, User Experience), usado para estudar e analisar sentimentos de uma pessoa em relação à utilização de um determinado produto, serviço ou sistema, tem sido tema recorrente em encontros, cursos e palestras que envolvem design digital.

Diariamente estamos interagindo com a tela de smartphones, tablets, computadores, máquinas. E, para chamar a nossa atenção, o designer de interface tem a missão de apresentar visualmente uma proposta de um programa, um aplicativo ou um sistema que seja útil, consistente, atraente e possua uma unidade com a comunicação já existente da empresa.

O Itaú Unibanco, por exemplo, opera com o internet banking e aplicativos móbile que atendem a múltiplos segmentos. “Cada vez mais a linha de comunicação institucional incorpora o digital em sua concepção. O processo de comunicação potencializa-se muito a partir das métricas de performance que o universo digital permite. Não dá mais para projetar pensando em um prime-timing mas sim no always on”, afirma o Alexander Guazzelli, superintendente de Design do Itaú Unibanco.

Imagem: www.uxdesign.blog.br

Imagem: www.uxdesign.blog.br

Usabilidade é uma palavra-chave. Antes de partir para uma plataforma digital, é fundamental reconhecer as necessidades e limitações dos usuários e clientes. Com um diagnóstico preciso, avalia-se a diversidade tecnológica que será inserida na plataforma. De acordo com o designer Iosef Fagundes, conhecer e entender quem é o usuário permite a construção de uma plataforma funcional. “O designer precisa pensar na experiência que as pessoas vão ter, sempre antecipando o pensamento do usuário para que ele não tenha dificuldade quando for interagir com uma interface digital”, comenta.

A estratégia digital do Itaú Unibanco é central, por isso o design de interface tem um papel importante na experiência do cliente. “Por mais que os meios e as ferramentas mudem, acredito que a missão do design – de entendimento do problema do cliente, somado ao conhecimento técnico e estético -, continuam cada vez mais importantes. Minha percepção é que trata-se de um campo muito fértil para quem quer se aprofundar”, comenta Guazzelli. Porém, o designer, sobretudo em grandes empresas, precisa ir além. “Os espaços de compra e de experiência física não morrerão. A questão que se coloca é a de como entender a jornada do cliente. Logo, não é só a tela que o designer deve se preocupar, mas no contexto em que essa tela é inserida. É preciso saber falar a língua de resultados. Iniciativas precisam ficar de pé financeiramente e o raciocínio de organização que o designer tem pode ser aplicado a essa lógica. Obviamente, a presença digital crescerá exponencialmente, porém a conexão entre físico e digital continuará a existir. O conceito de experiência do cliente no Itaú Unibanco, dentro dos canais digitais, é desenvolvido e aplicado em projetos por meio da atuação em conjunto das áreas de Negócios, Tecnologia, CRM, Marketing, UX e Design”, finaliza Guazzelli.