Design para crianças do século 20 é tema de exposição no MoMA

Com brinquedos, jogos, móveis pequenos, livros e áreas de lazer, a nova exposição do Museu de Arte Moderna de Nova York pretende lançar um forte foco no design do século 20 para crianças. “Century of the Child: Growing by Design, 1900-2000” que estreou no dia 29 de julho e vai até 5 de novembro, aborda a relação entre crianças e os artistas que desenham para elas. “Estamos mostrando a relação de duas mãos e muito dinâmica entre novos conceitos de infância, crianças e novas maneiras de pensar sobre o processo de design e criatividade”, disse a curadora do departamento de design e arquitetura do MoMA, Julieta Kichin.

As crianças e os artistas têm em comum características como a abertura e a desobediência, tornando-se colaboradores naturais e de forte empatia. Mais de 500 objetos de 20 países, muitos dos quais das próprias coleções do MoMA, estão incluídos na exposição. Alguns desses itens são inéditos para o público norte-americano, como uma casa de bonecas de 1912 do designer escocês Jessie Marion King feita de madeira e couro.

 

 

SONHOS UTÓPICOS E REALIDADE SOMBRIA

O primeiro ponto de referência da exposição é o livro de 1900 de Ellen Key “Século da Criança”. A teórica social sueca olhou para o século 20 como um período de foco intensificado e pensamento progressista sobre a importância crucial dos direitos, desenvolvimento e bem-estar das crianças. A exposição aborda 100 anos, examinando visões individuais e coletivas para crianças, desde sonhos utópicos à realidades sombrias. Materiais de jardim de infância com base nas teorias de Friedrich Froebel reconhecem a influência crescente do movimento de jardim de infância do século 19. Tijolos de brinquedo feitos em argila e madeira pintados por crianças na escola de arte livre Francesco Randone em Roma, e os materiais educacionais concebidos por Maria Montessori refletem uma mudança nos métodos de ensino e experimentação artística de vanguarda.

A exposição inclui livros infantis coletados por Alfred H. Barr em uma viagem de 1927 a 1928 à União Soviética, antes de ser nomeado diretor-fundador do MoMA. Objetos familiares tais como blocos de Lego, o cubo de Erno Rubik, a lousinha mágica e a mola também fazem parte da exposição, juntamente com mobiliário de Alvar Aalto, uma cadeira de Charles Eames e Eero Saarinen,