DesignBrasil publica pesquisa que avalia impacto do design no desempenho das empresas

Mensurar os reflexos do design nos resultados das empresas que o utilizam profissionalmente. Este é o objetivo da iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, através do Programa Brasileiro de Design (PBD), e da Associação dos Designers de Produto (ADP), quando resolveram encomendar uma pesquisa que avalia impacto do design no desempenho das empresas. Realizado pela Fundação Getúlio Vargas, o trabalho está disponível para consulta no Observatório DesignBrasil. São 10 os setores pesquisados: automotivo / Transportes, Construção, Eletrodomésticos, Eletro-eletrônicos, Equipamentos esportivos, Máquinas e Equipamentos, Moda e Acessórios, Moveleiro, Utilidades Domésticas e Médico-odonto-hospitalar.

A origem da pesquisa era a falta de depoimentos ou uma base de dados concretos que amparassem uma afirmação freqüente: a de que o design, dentro de um processo de inovação, era um fator importante para o desenvolvimento de uma empresa e seu sucesso. A metodologia teve como referência as perguntas de questionários empregados em pesquisas feitas em outros países, como Dinamarca e os que compõem Reino Unido. Foram feitas entrevistas diretamente com um pequeno número de empresários. Na sequência, houve uma pesquisa feita eletronicamente, pela qual o mesmo questionário estava disponível para ser respondido por empresas indicadas por sindicatos e associações de cada setor.

Uma comparação entre os dados obtidos pessoalmente com os perfis das respostas dadas ao questionário eletrônico permitiu eliminar eventuais imprecisões. “Embora os dados sejam quantitativos em função do universo de empresas pesquisadas, a pesquisa como um todo, dada sua metodologia e objetivos, é qualitativa, no sentido de apontar tendências e mostrar a opinião dos entrevistados”, explica Ernesto Harsi, diretor de Relações Institucionais da ADP. Foram procuradas empresas que tem presença marcante no mercado, ou que são líderes em seu setor. É extremamente difícil separar resultados do design desligados de outros investimentos como propaganda, novos equipamentos, estratégias de marketing e de vendas. Procuramos ouvir diretamente a opinião dos empresários que podiam falar de sua percepção dos resultados obtidos”, diz Harsi.

Segundo ele, assim como nas outras pesquisas semelhantes em outros países, os resultados podem ser sentidos à primeira vista como irreais. “Mas não podemos esquecer que reflete estatisticamente a opinião dos empresários e gerentes, servindo como comprovação das intenções, experiências e visões dos representantes ativos desses setores”, conclui.Segundo Fernanda Bocorny Messias, coordenadora do PBD, a parceria do governo com a ADP nasceu da identificação sobre a necessidade de ter disponíveis dados confiáveis sobre o impacto do design nas empresas de diferentes setores produtivos. Para Fernanda, essas informações agora disponíveis serão um fator importante para decisões sobre investimentos e para a formulação de políticas públicas para o setor no Brasil. “Tenho certeza de que servirão para um número inestimável de profissionais, mídia, estudantes e instituições de ensino e pesquisa. Este é um primeiro referencial que deverá ser confrontado com outras pesquisas semelhantes no futuro, auferindo os resultados dos esforços empreendidos para a adoção do design como estratégia empresarial no Brasil”, afirma Fernanda.

O estudo pode ser conferido através do download. Pesquisa ADP

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