Dia do Designer: Qual o melhor presente para o Design Brasileiro neste 05 de novembro?

Fonte Julliana Bauer

Texto: Julliana Bauer/design: Maikel Morais

 

Nada de meias, canecas ou material para escritório. No dia do designer, que é celebrado neste 05 de novembro, os profissionais brasileiros querem e merecem ganhar mais do que isso. Para comemorar a data – que foi criada a partir do dia de nascimento de Aloísio Magalhães, o DesignBrasil perguntou a 16 designers  e profissionais diretamente engajados com a área o que eles gostariam de ver o design brasileiro ganhando de presente. Confira o resultado e não deixe de nos contar nos comentários qual a sua opinião sobre o tema .

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“Cada vez mais o entendimento da importância e da contribuição estratégica do design para a criação de valor para os negócios das empresas, instituições e governos está crescendo. Entretanto, a velocidade com que isto está ocorrendo está longe do ideal. Meu presente seria ver o design inserido na agenda estratégica destas corporações com peso e relevância”.
– Gisela Schulzinger, presidente da Associação Brasileira de Embalagem

“As empresas e os profissionais de design contribuem de forma significativa para o desenvolvimento do país, gerando riqueza, empregos e inovação. Não apenas neste dia 05, gostaria que a nossa profissão, que transforma para melhor o cotidiano de todos, fosse reconhecida formalmente. Este, inclusive, é um dos objetivos da ProDesign>pr – Associação das Empresas e Profissionais de Design do Paraná –, que busca também valorizar e fortalecer o design e o aperfeiçoamento dos profissionais da área”.
– Alexandre Domakowski, presidente da ProDesign>pr

“Comemorações por todo o Brasil, com engajamento dos setores público e privado, e também da comunidade, como acontece no dia do médico. Desejo isto porque estas atitudes demonstrariam uma gratidão a este profissional, que pode levar o nosso país a se tornar mais competitivo e charmoso”.
– Mônica Barbosa, idealizadora e diretora de redação do LIVING DESIGN

“Gostaria que mais empresários brasileiros despertassem para a importância do design na gestão do negócio reconhecendo seu real valor”.
– Marcelo Lopes, diretor de projetos da ADP – Associação de Designers de Produto

“Tenho vários desejos, mas vou elencar os três principais. O desejo maior seria ver a união da classe em prol do design (será que seria otimista demais?) porque como já diz o ditado, a união faz a força! Os outros desejos são ver a profissão regulamentada e ver o design inserido nos diversos setores industriais do Brasil atestando a capacidade desta ferramenta fantástica e o poder que ela tem de gerar negócios e mudar realidades de empresas, de pessoas e até de um país”.
– Juliana Buso, representante brasileira do iF Design Award e Coordenadora de Projetos do Centro Brasil Design

“Neste dia do designer eu não espero amanhecer com estes objetivos conquistados, mas acredito que estamos perto de alcançá-los. Portanto, quem sabe não chegamos lá antes do dia do designer no ano que vem? O design regulamentado como profissão e inserido na(s) agenda(s) de governo – federal, estadual e municipal; O design, considerado pela sua transdisciplinaridade, sendo tratado como ferramenta indispensável de inovação e inserido nas áreas de ciência e tecnologia, na economia, nos transportes, na saúde, etc; O design brasileiro representado efetivamente em um órgão federal adequado ao planejamento e gestão de políticas nacionais e regionais de design – com a equipe e orçamento necessários a cumprir seus objetivos”.
– Gabriel Patrocínio, designer e PhD em Políticas de Design

“Gostaria que os designers recebessem mais acesso a boas exposições de design, arquitetura e urbanismo, alimentando todos com referências inspiradoras. Educação é o que todos precisam para serem melhores profissionais”.
– Guto Requena, arquiteto e designer no Estúdio Guto Requena

“Gostaria que meus colegas designers percebessem nossa real contribuição para a indústria, a economia e o desenvolvimento do nosso país. Que nossas criações fossem pautadas em resultado, para que a sociedade conseguisse entender o design como solução de problemas que muitas vezes nem são conhecidos. Gostaria que os designers ganhassem plenas condições do exercício da profissão e que pudéssemos ter mais unidade de discurso, independentemente de sermos designers gráficos, de produto, de moda, de interiores, de web, digital, de serviços, de gestão, etc… Todos nós temos condições de argumentação pautadas em resultados”.
– Ana Brum, Diretora Técnica do Centro Brasil Design

“Gostaria de ver os designers sendo reconhecidos e respeitados pela sociedade brasileira, por exercer uma profissão inovadora, que busca atender os anseios e os desejos do consumidor para melhorar as suas vidas”.
– Marco Aurélio Lobo Junior, Gerente de Inovação e Design da Apex – Brasil

“Coragem. Coragem dos próprios designers para ousarem e acreditarem mais, coragem vinda dos empresários para investirem em design e coragem de todas as outras pessoas, para sonharem sempre com um mundo melhor”.
– Rodrigo Brenner, designer da Furf Design Studio

“Acredito que a grande luta da profissão é pela regulamentação, esse é o principal ponto, e assim teremos mais profissionais e menos aventureiros na área. Isso elevará o nível do mercado e dará oportunidade aos profissionais compromissados com o futuro da profissão. Colocaria também o desejo de que as empresas honrem os compromissos com os profissionais, assim como os profissionais para com as empresas”.
– Bruno Faucz, designer de produto

“Não é novidade para ninguém que a criatividade ou a capacidade de inovar de forma significativa vem se consolidando a cada ano como um fator determinante da vantagem competitiva das empresas. Também já não é nenhuma novidade, o fato de que a criatividade é um dos equities culturais mais importantes do povo brasileiro. Ou seja, estamos diante de um enorme potencial econômico sendo literalmente desperdiçado. Neste dia 05, o presente que eu mais gostaria de ver os designers recebendo seria uma manifestação oficial do governo no sentido de adotar uma Política Nacional de Design. Será? Eu prefiro acreditar, pois como dizia Charles de Gaulle ‘O fim da esperança é o começo da morte’”.
– Gian Franco Rocchiccioli, Diretor de Assuntos Regulatórios da ABEDESIGN

“Além do justo reconhecimento da profissão, espero que aumente o entendimento por parte dos empresários da contribuição do design para os negócios e a consequente valorização do nosso trabalho. Espero também que os designers contribuam para a inovação e desenvolvimento do Brasil. Vamos precisar muito da visão, criatividade e iniciativa dos designers em todos os setores da sociedade”.
– Lincoln Seragini, Presidente da Seragini Brand Innovation

“Gostaria de ver o design brasileiro cada vez mais autêntico, refletindo nossa cultura, nossos hábitos e necessidades. Além disso, seria ótimo vermos o design cada vez mais presente no nosso dia a dia, transformando a realidade e os espaços públicos e privados de maneira real, melhorando nossa qualidade de vida e sendo valorizado por todos. Que o design seja um fator de transformação na nossa sociedade de maneira geral, para todos”.
– Brunno Jahara, designer de produto

“Que a nossa criatividade seja realmente vista como um recurso inesgotável capaz de promover o desenvolvimento no mundo. Que o nosso ofício seja um exercício contínuo de compartilhamento, renovação e ressignificação por meio de projetos com conteúdo que utilizem a informação como principal insumo. Que o design se consolide como uma disciplina capaz de projetar um futuro melhor – e para todos”.
– Gustavo Greco, designer da Greco Design

“As primeiras coisas que me passam pela cabeça, em iguais proporções, são a regulamentação da profissão, a diminuição do impacto tributário no exercício profissional e o reconhecimento da importância da nossa contribuição. Mas como não sei se se encaixam exatamente na categoria “presentes” — pois os próprios designers devem trabalhar para que isto se torne realidade — ficaria feliz com qualquer coisa bem diagramada e produzida de forma sustentável”.
– Bruno Porto, coordenador do curso de Design Gráfico do Centro Universitário IESB (DF), membro dos conselhos da ADG Brasil, ADEGRAF e SIB, e coordenador executivo da Bienal de Tipografia Latino-Americana