Estudantes desenvolvem sistema de direcionamento de ar condicionado individual

A corriqueira briga sobre a temperatura ideal do ar condicionado é uma realidade em diversos ambientes corporativos no mundo todo. Embora a temperatura média do corpo humano seja aproximadamente 36°C, a forma e a velocidade com que cada organismo se aquece são distintas, fazendo com que algumas pessoas sintam mais frio do que outras.

As variáveis são muitas. De acordo com uma pesquisa conduzida pela Universidade de Maastricht, da Holanda, a maior divergência em relação à temperatura do ambiente é entre homens e mulheres, pois os homens produzem mais calor devido à maior proporção de massa corporal. Além disso, é preciso considerar também a dimensão do espaço físico, as características da construção, o tipo de iluminação utilizada, faixa etária predominante e o modelo de vestuário mais comum pelos ocupantes do local.

Pensando em oferecer uma solução para este inconveniente, um grupo de estudantes do Instituto Superior de Administração e Economia (ISAE), de Curitiba, desenvolveu o “dispositivo direcionador de ar condicionado diferenciado individual”. O projeto visa basicamente proporcionar maior conforto e consequente aumento da produtividade em escritórios e demais espaços coletivos. “A ideia é obter um resultado harmonioso e ao mesmo tempo funcional para quem deseja uma maior intensidade de fluxo de ar direcionado para si”, explica Fernando Dondeo, um dos inventores responsáveis pelo produto.

O dispositivo funciona por meio de difusores que podem se movimentar para todos os lados, abrindo e fechando, similar ao existente em veículos e aviões. Os dutos que alimentam o sistema serão conectados vertical ou horizontalmente a uma saída principal de ar condicionado no ambiente. Apoiados pela aceleradora ISAE Business, o grupo procurou contribuir com iniciativas sustentáveis e desenvolveu o produto focado em atender os requisitos para a certificação LEED em Green Buildings e apoiar empresas focadas em projetos de climatização e circulação de ar. “Agora, com o produto já registrado junto ao INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), estamos em busca de investidores para viabilizar a produção e comercialização”, completa Fernando.

Para mais informações sobre o projeto, entre em contato pelo e-mail [email protected].

 

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