Exposição mostra design no cotidiano das pessoas

Quem visitar a II Bienal Brasileira de Design, no Museu Nacional de Brasília, terá a chance de ver um panorama da produção nacional, com especial atenção a produtos de muita funcionalidade, presentes no cotidiano das pessoas: lavadora, fogão, forno de Microondas, roteador para internet, chuveiro, aparelhos telefônicos, skate, poste de iluminação de vias públicas, lixeira e ventilador, entre outros. A exposição reúne muitas peças que contêm inovação tecnológica, especialmente os concebidos para sistemas de produção de médio e grande portes. A prioridade dos curadores Fábio Magalhães e Auresnede Pires Stephan, o professor Eddy, é claramente para a produção industrial de grande escala: indústria de plásticos, de máquinas e equipamentos (agrícolas, hospitalares e de comunicações), entre outros. A indústria automobilística, uma das mais presentes no cotidiano das pessoas, é representada pela Fiat, patrocinador master da Bienal. O Centro de Estilo da Fiat hoje tem um designer alemão, outro italiano, e os demais são brasileiros a maioria entre 25 e 32 anos, ressalta o professor Eddy como um sinal da evolução do design nacional.Um dos destaques da Mostra Brasileira é a área de produtos hospitalares, especialmente os desenvolvidos pela EquipHos, uma equipe do Centro de Tecnologia da Rede Sarah. Brasília produz design de alta qualidade, ressalta Magalhães durante a visita guiada para a imprensa, na véspera da abertura oficial do evento. A cadeira de rodas Ortomóvel (foto) é um exemplo. O equipamento permite a indivíduos com restrições funcionais dos membros inferiores a liberdade de se mover também na posição ereta. Para isso, basta um simples movimento.A II Bienal presta uma homenagem aos gaúchos José Carlos Bornancini e Nelson Ivan Petzold. A dupla é apontada como ícone do design contemporâneo nacional. Eles têm juntos 304 patentes registradas, informa a curadora Adélia Borges enquanto terminava de montar algumas das mais inovadoras peças criadas pela dupla: as garrafas térmicas antipingos para a Termolar, a tesoura de ponto vermelhoda Mundial e os talheres para churrasqueiro, que fazem parte do acervo do MoMa de Nova York. Há objetos de maior apelo na memória afetiva das pessoas como os talheres infantis que foram tratados como personagens e um sucesso de vendas, explica.O Módulo Design Popular: A Mão do Povo em três tempos apresenta produtos desenvolvidos por pessoas de todas as regiões do país, sem preocupação formal com relação ao design, mas que em muitos casos têm inovações. Entre as peças estão uma série de lamparinas, pás de polenta, brinquedos de criança, versáteis carrinhos e vitrines para venda de comestíveis e objetos pessoais, funilaria, entre outros. Muitas vezes eles criam equipamentos sofisticados do ponto de vista de função, afirma o curador José Roberto Nemer.De acordo com Fabio Magalhães, o trabalho da curadoria procurou não dedicar muito espaço ao design gráfico por existir outra Bienal, da Associação de Designer Gráficos, que explora o segmento. Para ilustrar a área de atuação há três pequenas mostras: uma homenagem a Millor Fernandes, com exibição de 100 representações gráficas do autor para o próprio nome; uma exibição de fanzines; e a arte urbana em skates. O segmento de moda também ficou de fora por já existirem eventos relevantes no país. A área de jóias está abordada numa vitrine de bijuterias que privilegiam o uso de matérias-primas regionais do país. Todas as regiões do país estão representadas. Uma delas é o Nordeste. Um dos produtos criados na região é o DCL-12, o desintegrador de coco verde (foto), de Fabiano Dias de Souza e Tácito Matias Rêgo Ju.Uma das mais marcantes influências internacionais vem da Itália. O professor e crítico de design Vanni Pasca montou a Mostra Internacional 1978-2008: Made in Italy, reunindo peças estrangeiras que influenciam o design contemporâneo. Outra mostra dedicada ao país europeu reúne trabalhos de Roberto Sambonet (1924-1995), um dos grandes designers italianos do século 20, que viveu no Brasil de 1948 a 1953. A curadoria é de Enrico Morteo, arquiteto, crítico e historiador de design italiano.Serviço II Bienal Brasileira de Design Data: de 8 de outubro a 5 de novembroVisitação: de terça a domingoHorário: das 9h às 19hLocal: Museu Nacional do Conjunto Cultural da República (Esplanada dos Ministérios) Entrada FrancaInformações: (61) 3329.2113 Site: www.bienalbrasileiradedesign.com.br Ação educativa visitas guiadas Data: de 8 de outubro a 5 de novembro Agendamento de visitas: <?XML:NAMESPACE PREFIX = SKYPE />(61) 3349 8124 ou [email protected] Local: Museu Nacional

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