Exposição recupera raridades criadas por Sergio Rodrigues nas décadas de 50 e 60

Reportagem de O Estado de S. Paulo; fotos de Gilberto Jr. (AE)

O elegante sofá Navona foi feito para a embaixada brasileira em Roma, nos anos 60. A mesa Itamaraty ficou em um gabinete da recém-inaugurada Brasília. E o sofá Mole, criação de 1957, ganhou estrutura de pinho-de-riga no lugar do tradicional jacarandá a pedido de um cliente. Esses móveis pouco conhecidos de Sergio Rodrigues estão na mostra que a galeria paulista Artemobilia abriu 06 de outubro, com 40 peças do designer.

A conhecida – e desejada – Mole vai estar lá também, claro. O modelo de 1957, original como todas as outras peças expostas, é de jacarandá e couro caramelo. O primeiro desenho de Sergio Rodrigues, o banco Mocho, de 1955, aparece com o carimbo da fábrica, a Oca. 

As criações do designer vêm sendo festejadas no Brasil e fora daqui, mas até o fim dos anos 90 ficaram meio escondidas, como ele próprio diz. No exterior, acredita, foi o olhar brasileiro que despertou interesse. “Faltavam novidades; então, os autores, esse novo olhar chamou atenção”, diz, modesto, Sergio Rodrigues, que acaba de completar 83 anos.

Serviço:

Sergio Rodrigues – 55 anos do móvel como objeto de arte: até o dia 18, das 10 às 18 horas. Artemobilia: Rua Cardeal Arcoverde, 470, São Paulo (SP). Tel.: (11) 3791-9929