Livro retrata evolução do design de assentos brasileiro de 1928 a 2013

Fonte Folha de S. Paulo

Pedras e troncos já serviam de assento para os primeiros humanos. Bancos, cadeiras e poltronas estão na origem do design. Por muito tempo a colonização europeia e a influência norte-americana impuseram ao Brasil seus modelos culturais. E de cadeiras.

Mas quando os ventos do modernismo brasileiro sopraram da arte para a arquitetura, a busca por uma expressão criativa própria chegou também ao campo do mobiliário.

Pensando nisso, o galerista Marcelo Vasconcellos e o designer Zanini de Zanine reuniram 190 cadeiras, poltronas e bancos de 60 designers brasileiros, de 1928 a 2013.

O livro, que se chama Zanini de Zanine e é da editora Olhares apresenta clássicos como a Três Pés, de Joaquim Tenreiro, e a Poltrona Bowl, de Liba Bo Bardi, além de versões –como a roxa da Cadeira Vermelha dos Irmãos Campana–, móveis modernos pouco conhecidos e lançamentos recentes.

Zanini cresceu vendo o seu pai, o arquiteto José Zanine Caldas, trabalhar. Além disso, pôde aperfeiçoar o seu olhar estagiando com o também arquiteto Sergio Rodrigues. Esse expertise rendeu ao profissional diversos prêmios e o convite para criar para marcas internacionais, como a italiana Cappellini e a francesa Tolix. Atualmente ele se dedica ao Studio Zanini, aberto em 2011, e cria peças feitas a partir de materiais como madeira, plástico, metacrilato, metal e outros produtos industrializados.

 

 

Poltrona de Carlo Hauner e Martin Eisler da década de 1950. De ferro, latão e estofamento em couro

Poltrona de Carlo Hauner e Martin Eisler da década de 1950. De ferro, latão e estofamento em couro

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