Marcas despertam para o peso do design na eficiência de caminhões

 

 

 

Um automóvel de passeio é construído para atender a variadas demandas, do transporte diário à oferta de desempenho.

Quando o tema chega aos caminhões, a história muda: trata-se de um veículo destinado ao trabalho, cujos critérios para compra incluem sua capacidade de carga e outros atributos matemáticos, como o custo de manutenção.

No entanto, há novos quesitos pesando nessa escolha, e o desenho dos brutos ganha destaque.

“Nossas pesquisas revelam que os clientes têm no design uma amostra de modernidade e eficiência do caminhão”, afirma Marcel Bueno, supervisor da Ford Caminhões. Se antes a questão estética não era exatamente uma preocupação para o consumidor de veículos pesados, hoje é diferente.

“O produto precisa dizer a que veio, e um caminhão tem de parecer um caminhão. O design vai além das suas linhas externas, pois precisa ser fácil de usar, cumprir suas funções e ser confortável. Afinal, é um ambiente de trabalho”, explica Kristofer Hansén, chefe mundial de design da Scania.

Essa nova visão resultou em caminhões mais distintos. Questões como “identidade de marca” também passaram a ser consideradas.

“Acredito que atraímos tanto o coração como o cérebro das pessoas. Também temos que compreender a realidade, o contexto de uso e as necessidades dos motoristas”, afirma Rikard Orell, diretor de design da Volvo Trucks.

No caso dos pesados, a beleza deve estar a serviço da eficiência. A partir dessa ideia, a Iveco desenvolveu o atual Hi-Way, cujo desafio foi utilizar o design para reduzir o custo operacional dos clientes, com menor gasto de combustível e planos de manutenção mais em conta.

A Mercedes-Benz também segue essa linha. Durante o Salão de Hannover 2012, na Alemanha, a empresa apresentou um conceito que une o cavalo mecânico ao compartimento de cargas.

A novidade gera menores índices de consumo e de emissões.

A manutenção é outro aspecto importante. Ao desenhar um veículo pesado, as marcas levam em consideração a facilidade de acesso aos componentes mecânicos. “O design não é um fim em si, mas,sim, um dos fatores que contribuem para a melhor funcionalidade”, afirma Orell.

Ele cita a grade dianteira dos caminhões da Volvo, que, além da função estética e aerodinâmica, é desenhada para ser fácil de limpar, o que simplifica a manutenção.