Mobilização gráfica na internet pede a regulamentação da profissão de designer

Fonte : Julliana Bauer

Uma mobilização gráfica que exige a regulamentação da profissão de designer está tomando conta das redes sociais nesta semana. É que já é a sétima vez em trinta anos que um projeto de lei é criado em tentativa de regulamentar a profissão – até agora, sem sucesso. A mobilização “Regulamentem o Designer já!” é uma iniciativa conjunta de várias instituições ligadas ao design brasileiro que pretende mobilizar os profissionais da área para que apoiem o mais recente projeto de lei favorável à regulamentação –  o PL 1391/2011, apresentado pelo deputado Penna e estagnado desde 2013, quando o  Senador Humberto Costa pediu uma Audiência Pública sobre o projeto, atrasando seu trâmite no Senado.

De acordo com Henrique Nardi, Conselheiro Fiscal da ADG Brasil que está engajado na luta pela regulamentação, a ideia de uma mobilização conjunta aconteceu para evitar que o projeto de lei do deputado Penna caia no esquecimento. “Este último projeto é o que mais avançou entre os sete que já foram realizados e queremos que ele seja aprovado”, conta. Para organizar a mobilização, Nardi explica que foram realizadas reuniões entre as instituições envolvidas para que houvesse uma discussão forte antes que a ideia partisse para as ruas.

A página “Regulamentem o Designer já!” já conta com mais de seis mil fãs no Facebook e a petição online já reúne mais de sete mil assinaturas. “Não temos um número definido sobre quantas assinaturas pretendemos reunir, mas queremos mobilizar o maior número de pessoas possível”, explica Nardi. Em petições passadas, a defesa da regulamentação conseguiu mobilizar até 30 mil pessoas em abaixo-assinados – a ideia agora é fazer com que esse número se torne ainda mais expressivo.

A melhor forma de ajudar na causa, ensina Nardi, é assinando a petição e ajudando a divulgá-la. Os links abaixo direcionam para a petição online e também ensinam como customizar a foto pessoal do Facebook para apoiar a mobilização, confira:
1. Para assinar a petição online » http://goo.gl/3KzsDt
2. Para customizar seu avatar » http://goo.gl/LFwMCm
3. Para trocar sua capa do Facebook » http://goo.gl/wJVLhY

Associações e instituições de design participantes:

ABEPEM / ABEST / ADEGRAF / ADG Brasil / ADP / ApDesign / CBD / Design na Brasa / ProDesign>PR / SBDI

Designers adotam avatar customizado para divulgar a mobilização em redes sociais

Designers adotam avatar customizado para divulgar a mobilização em redes sociais

8 Comentários

  1. Iggor Manoel rodrigues fontes disse:

    Regulamentem o Designer já!

  2. DEsigner disse:

    pÁIS ATRASO, CATEGORICAMENTE DE 3º MUNDO, REGULAMENTAR O DESIGNER É O PRIMEIRO PASSO PARA SEGUIR ATRÁS DE POTENCIAS MUNDIAS!

  3. marcus de Sant Anna chamusco disse:

    Estou nesse ramo ha 10 anos e gostaria de me engajar nesse projeto pois esse e meu modo de viver ,de ver a vida e atuar nela…. eu respiro arte, sofro por ela ….Espero poder ajudar e participar….

  4. Fábio Pavani disse:

    Sou designer há mais ou menos 10 anos, e acho extremamente ridiculo lutarem pra “legalização” de uma profissão que de fato quase não existe.

    É muito facil alguem se formar em qualquer faculdade sem vergonha, aprender a mexer com photoshop, desenhar qualquer *** sem sentido, sem estudo, sem métricas e sem proporções que não tenham um sentido matemático, estético e algum motivo implicito de “por que isso e não aquilo”.

    Acreditem, ja conheci algumas centenas de “designers”, e dentre eles, conta-se nos dedos de uma mão, os que realmente sabem o que fazem, e sabem o por que de estarem fazendo.

    Design não se trata de algo visualmente agradável por si só, o design tem que ter um motivo, um sentido, uma solução, e uma lógica.

    Se eu estiver errado, por favor, algum designer comente acima, explicando qual é a lógica matemática em fibonacci, quais são as medidas dom, qual o padrão abnt para algum x documento, como funciona a lógica da impressão cmyk, e por que k, não b (pois, é “black”, certo? ou não?), algum designer me explica o que é uma catenária, alguem me explique um pouco sobre ulm, sobre a teoria de que “bauhaus” é design, por que helvetica?

    São essas, algumas questões, que fazem com que eu, um designer, que é autodidata, que estudou mais de 10 anos sózinho, e estuda até hoje, não acredita que a solução pra qualquer designer seja “legalizaR” A PROFISSÃO. POIS ASSIM COMO SE FORMAM, QUALQUER IDIOTA PODE VIR A SE TORNAR UM “IDIOTA PERANTE A LEI”.

    REVER CONCEITOS É MAIS IMPORTANTE DO QUE REVER LEGISLAÇÕES.

    1. Claudio araujo disse:

      Em resposta:
      imagine um designer que venha projetar um sistema, digo: — sistema, de sinalização interna ou externa e este sistema direcione pedestre a um lugar perigoso que possa leva-lo a morte.
      Imaginou?
      Pois bem quem é o responsável TÉCNICO sobre esta sinalização?

      concordo com todas as questões que você levantou, ulm, bauhaus e acrescento, percepção visual, teoria da cor ergonomia, teoria da comunicação, USABILIDADE e por ai vai.

      a questão da regulamentação não é só dizer quem é quem, mais também responsabilizar os designers por projetos, seja eles bons ou falhos.

      agora, imagine eu, sendo auto didata, estudar medicina e me especializar em cardiologia, será que serei apto a praticar cardiologia?

      o que vejo por ai são pessoas que pela brecha que existe na função de designer se denominam designers e fazem projetos a revelia, sem estudo ou pesquisa, infelizmente a regulamentação em questão não vai proibir estas pessoas de praticarem o design, porem não deixará que esses se DENOMINEM designers. isso para mim já é um bom começo, pois a empresa e o cliente que necessite de design saberá quem é e quem não é?

      este é meu ponto de vista.

      att.

    2. Danilo barros disse:

      não concordo. fiz uma boa faculdade de design gráfico. O software para nós sempre foi ensinado a ser tratado como uma ferramenta necessária para que nossos projetos fossem desenvolvidos de forma mais rápida e prática. Acho q todo bom designer deve sim possuir habilidades nessas ferramentas, assim como um músico trata o seu instrumento. Resumindo, não adianta você ser o melhor na teoria, se na prática utiliza as piores ferramentas. HOJE EM DIA, tempo é dinheiro e ninguém está disposto a contratar um designer para desenvolver projetos em plataformas obsoletas e antiquadas. para mim, considero que todo designer deve possuir a bagagem teórica/prática relacionada ao exercício da SUA atividade BEM COMO buscar melhores alternativas (softwares/processos de produção, etc) para produção de seus projetos, acompanhando a tecnologia do seu período.

      sou formado a 5 anos e vou responder suas perguntas, apesar de consideraR que algumas dessas não fazem a menor diferença para um bom designer.

      1- A aplicação da lógica de fibonacci no design caracteriza-se pela aplicação de um sistema matemático que PROPÕE a soma dois valores (Proporções) anteriores, para construção de outro posterior. Essa técnica tem como objetivo solucionar as proporções uma composição. Isso é ensinado no primeiro semestre quando qualquer aluno participa de disciplinas como “desenho geométrico”.

      2- O DOM (document object model) é uma multi-plataforma criada pela w3c que representa como as marcações em HTML, XHTML e XML são organizadas e lidas pelo navegador que você usa. Resumindo, um padrão de compatibilidade que deve ser respeitado quando está se desenvolvendo um aplicativo web cross-platform. se você desenvolver um aplicativo para um navegador, é necessário primeiro identificar os tipos de marcações suportadas por ele antes de desenvolver um aplicativo. É SIMPLES.

      3- PARA CONSULTAR O PADRÃO ABNT DE ALGUM DOCUMENTO, OBVIAMENTE É NECESSÁRIO SABER QUAL CÓDIGO ABNT ESTE DOCUMENTO SE ENCAIXA PARA ENTÃO VERIFICAR E UTILIZAR AS MÉTRICAS DEFINIDAS PELO MESMO.

      4 – Além das cores primárias ciano, magenta e amarelo, também é usada a cor preta, considerada como a “cor chave” por ser essencial para definir os detalhes de uma imagem (para alguns, o “K” que faz parte da sigla seria da palavra inglesa “Key”, que significa “chave”).

      5 – Em matemática, a catenária descreve uma família de curvas planas semelhantes às que seriam geradas por uma corda suspensa pelas suas extremidades e sujeitas à ação da gravidade. No ramo do design pode ser utilizado para construir objetos com forças proporcionais, DISTRIBUÍDAS de forma equivalente, aumentando então sua resistência e EQUILIBRO em certas aplicações. resumindo, para cada função existe uma forma.

      6 – refere-se a escola de Hochschule für Gestaltung Ulm sediada na alemanha nos anos 50 e que promoveu os princípios da bauhaus. “modelo de Ulm” se dava através de dois processos: o pensamento sistemático e a discussão lógica, isto é, através do sistemas de projetos em que eram estudadas todas as funções do produto e da sua analise. Era um Racionalismo científico voltado para a tecnologia de produção.

      7 – Bauhaus representa a história do design. ela foi a escola de arte criada por walter gropius. revolucionou o design moderno ao buscar formas e linhas simplificadas, definidas pela função do objeto – um visual “limpo” que remete o conceito “menos é mais”. atualmente, podemos ver a herança desses princípios no desenvolvimento de produtos da apple. com visual clean e bastante funcionais.

      8 – O objetivo da tipografia conhecida hoje com HELVÉTICA, era de criar um tipo claro, sem significados culturais, de fácil legibilidade e que pudesse ser usado em diferentes tipos de suporte: desde sinais de trânsito até impressos em papel. HELVÉTICA é uma das fontes sem-serifa mais usadas no mundo. entretanto, para mim, isso não a torna mais especial que demais FAMÍLIAS CONSTRUÍDAS com objetivos definidos. é apenas uma tipografia bem projetada.

      a profissão existe, os profissionais existem. falta reconhecimento e respeito para uma classe tão legítima, digna e capaz como a nossa. portanto, regulamentem o designer jÁ!

      A forma como estão tratando os designers aqui no nordeste, já passou do absurdo. imagino que na maioria do brasil deve ser a mesma coisa. a indústria contrata designer como técnico, pagando um “vale engana trouxa” por conta da profissão não ser regulamentada. a mesma coisa em diversas agências privadas que trabalham no setor gráfico/produto. um cara formado em design, com mestrado, ganhando menos da metade que um estagiário em engenharia/arquitetura. submetendo esses profissionais a regimes de trabalho fora do comum, sem direitos, sem garantias.

      sei que isso também representa a realidade de diversas outras classes no brasil. mas ficar de braços atados não será a solução. ou tomamos uma atitude, ou seremos extintos como profissão.

      quem é contra a regulamentação pra mim, pode ser qualquer coisa, menos designer.

      até!

    3. Danilo barros disse:

      Não concordo. Fiz uma boa faculdade de design gráfico. O software para nós sempre foi ensinado a ser tratado como uma ferramenta necessária para que nossos projetos fossem desenvolvidos de forma mais rápida e prática. Acho q todo bom designer deve sim possuir habilidades nessas ferramentas, assim como um músico trata o seu instrumento.

      Resumindo, não adianta você ser o melhor na teoria, se na prática utiliza as piores ferramentas. Hoje em dia, tempo é dinheiro e ninguém está disposto a contratar um designer para desenvolver projetos em plataformas obsoletas e antiquadas. Para mim, considero que todo designer deve possuir a bagagem teórica/prática relacionada ao exercício da sua atividade bem como buscar melhores alternativas (softwares/processos de produção, etc) para produção de seus projetos, acompanhando a tecnologia do seu período.

      Sou formado a 5 anos e vou responder suas perguntas, apesar de considerar que algumas dessas não fazem a menor diferença para um bom designer.

      1- A aplicação da lógica de Fibonacci no design caracteriza-se pela aplicação de um sistema matemático que propõe a soma dois valores (proporções) anteriores, para construção de outro posterior. Essa técnica tem como objetivo solucionar as proporções uma composição. Isso é ensinado no primeiro semestre quando qualquer aluno participa de disciplinas como “desenho geométrico”.

      2- O DOM (document object model) é uma multi-plataforma criada pela w3c que representa como as marcações em HTML, XHTML e XML são organizadas e lidas pelo navegador que você usa. Resumindo, um padrão de compatibilidade que deve ser respeitado quando está se desenvolvendo um aplicativo web cross-platform. Se você desenvolver um aplicativo para um navegador, é necessário primeiro identificar os tipos de marcações suportadas por ele antes de desenvolver um aplicativo. É simples.

      3- Para consultar o padrão abnt de algum documento, obviamente é necessário saber qual código abnt este documento se encaixa para então verificar e utilizar as métricas definidas pelo mesmo.

      4 – Além das cores primárias ciano, magenta e amarelo, também é usada a cor preta, considerada como a “cor chave” por ser essencial para definir os detalhes de uma imagem (para alguns, o “K” que faz parte da sigla seria da palavra inglesa “Key”, que significa “chave”).

      5 – Em matemática, a catenária descreve uma família de curvas planas semelhantes às que seriam geradas por uma corda suspensa pelas suas extremidades e sujeitas à ação da gravidade. No ramo do design pode ser utilizado para construir objetos com forças proporcionais, distribuídas de forma equivalente, aumentando então sua resistência e equilibro em certas aplicações. Resumindo, para cada função existe uma forma.

      6 – refere-se a escola de Hochschule für Gestaltung Ulm sediada na alemanha nos anos 50 e que promoveu os princípios da bauhaus. O “modelo de ulm” se dava através de dois processos: o pensamento sistemático e a discussão lógica, isto é, através do sistemas de projetos em que eram estudadas todas as funções do produto e da sua análise. Era um Racionalismo científico voltado para a tecnologia de produção.

      7 – Bauhaus representa a história do design. Ela foi a escola de arte criada por Walter Gropius. Revolucionou o design moderno ao buscar formas e linhas simplificadas, definidas pela função do objeto – um visual “limpo” que remete o conceito “menos é mais”. Atualmente, podemos ver a herança desses princípios no desenvolvimento de produtos da Apple, com visual clean e bastante funcional.

      8 – O objetivo da tipografia conhecida hoje com helvética, era de criar um tipo claro, sem significados culturais, de fácil legibilidade e que pudesse ser usado em diferentes tipos de suporte: desde sinais de trânsito até impressos em papel. helvética é uma das fontes sem-serifa mais usadas no mundo. Entretanto, para mim, isso não a torna mais especial que demais famílias construídas com objetivos definidos. É apenas uma tipografia bem projetada.

      A profissão existe, os profissionais existem. Falta reconhecimento e respeito para uma classe tão legítima, digna e capaz como a nossa. Portanto, regulamentem o designer já!

      A forma como estão tratando os designers aqui no nordeste, já passou do absurdo. Imagino que na maioria do Brasil deve ser a mesma coisa. A indústria contrata designer como técnico, pagando um “vale engana trouxa” por conta da profissão não ser regulamentada. A mesma coisa em diversas agências privadas que trabalham no setor gráfico/produto. Um cara formado em design, com mestrado, ganhando menos da metade que um estagiário em engenharia/arquitetura. Submetendo esses profissionais a regimes de trabalho fora do comum, sem direitos, sem garantias.

      Sei que isso também representa a realidade de diversas outras classes no brasil. mas ficar de braços atados não será a solução. É necessário uma atitude, ou seremos extintos como profissionais deste ramo.

      Quem é contra a regulamentação pra mim, pode ser qualquer coisa, menos designer.

      Até!

  5. Richard Oliveira disse:

    Concordo com você CLAUDIO ARAUJO, tem sim que separá os “meninos” dos homens, ser designer não e apenas desenhar uma coisa qualquer… é muito mais que isso, é entender o que o cliente busca, sua NECESSIDADE, seu gosto, IMPORTÂNCIA… regulamentem o designer já!