Por trás de uma grande marca sempre tem uma equipe de design

Refletir e fortalecer – por meio de imagem e experiência – a identidade de uma grande organização é o que a equipe de Design do Itaú Unibanco faz de melhor. Iniciada por uma pioneira no design, Celia Maria Moreira, a área de design do banco já soma 35 anos de atuação. Hoje, ela é conduzida por Alexander Guazzelli e conta com 24 pessoas no total, todas alocadas na sede da capital paulista.

A equipe está organizada em quatro grandes atividades: o design gráfico, design digital, design industrial e design de serviço. De acordo com o gestor, sempre que pertinente é feita uma integração grande dessas áreas dentro de um mesmo projeto. “Dada nossa atuação institucional, isso ocorre com frequência, pois uma ação do design industrial provavelmente impactará o design digital e assim por diante. Além disso, construir os projetos com a intenção de integrar disciplinas de design traz maior robustez e unidade porque nos permite olhar para a jornada do cliente na prática”, comenta Guazzelli.

A identidade visual do Itaú, tão conhecida por todos, se adaptou às mudanças desde que foi criada. É  uma marca muito forte, que ajuda o negócio de forma estrondosa e traz uma mensagem alinhada com os objetivos de performance sustentável e satisfação dos clientes. Entre os desafios de uma equipe de mais de vinte pessoas, o maior deles é criar e cuidar da identidade visual por meio de diferentes áreas de atuação. “Exige muita disciplina e dedicação. O designer precisa acreditar que a unidade é construtiva. Ao longo do tempo, a tese se comprova pois a consistência é um dos aspectos da geração de valor. No Itaú, vivemos isso na prática. Há uma identidade, ela se renova, mas mantém aspectos centrais de solidez, de inovação, modernidade e também acompanha o desenvolvimento do país”, reflete.

O fluxo de trabalho se dá tanto de forma direta Negócio/Design, quanto indireta Áreas de apoio/Design/Negócios. O mais importante na atividade não é a ordem, nem o nível hierárquico, mas sim a qualidade da informação para que o designer possa atuar. Nesse processo, a equipe precisa de dados substanciais para levar em conta a visão do cliente final e a visão do negócio. “Nossa atuação é genuína e integralmente institucional. Essa é, inclusive, uma vocação da disciplina do design – a capacidade de olhar as coisas de forma ampla. Como atendemos todo o banco, conversamos com muita gente, desde  as áreas de negócios, o próprio marketing – área a qual pertencemos – até as demais áreas de apoio, dentre elas TI, canais, imprensa, etc”, comenta.

O ambiente segue, de certa forma, o padrão do banco, embora com pequenas adaptações que fazem total diferença no ganho de produtividade e engajamento. “Todos os andares possuem uma área de convivência. Nós a adaptamos com boards que usamos em nossos brainstormings com definição de problemas e  drafts de soluções,  sempre de forma colaborativa. Nós também doamos a esse espaço alguns de nossos próprios protótipos, como bancos, cadeiras e estandes. Lá fixamos os trabalhos para facilitar a troca de informação entre equipe, mas também estendemos o convite aos nossos clientes e fornecedores. É incrível como, de forma geral, todos gostam de entrar em um ambiente minimamente personalizado.  E é notável como ele ajuda na eficiência: a maioria das pessoas sai com a sensação boa de dever cumprido e de ter usufruído de um espaço diferente”, finaliza Guazzelli.

  • Alexander Guazzelli

1 Comentário

  1. Wladmir Perez disse:

    Fico feliz com o crescimento dessa área. tive a honra de fazer parte do início dela, ainda na itauplan na década de 80.
    Parabéns a todos!!!