Primeira Escola de Design Thinking do Brasil é inaugurada em São Paulo

 

 

 

Com o ideal de capacitar as pessoas em uma aprendizagem prática, utilizando em sala de aula cases reais apresentados por empresas, surge no Brasil a primeira Escola de Design Thinking, que está localizada em São Paulo. 

A Escola de Design Thinking – que sim, tem esse nome mesmo, simples e objetivo – conta com uma equipe de profissionais experientes e renomados. Entre eles, Caio Vassão, que é arquiteto, designer, acadêmico e consultor; Wellington Nogueira, fundador e coordenador geral do Doutores da Alegria; Romeo Busarello, diretor de marketing responsável por iniciativas de inovação da Tecnisa e Paulo Roberto Al-Assal, fundador CEO da Voltage, agência de tendências e insights aplicáveis ao negócio.

Para entender melhor sobre como atuará a Escola, confira essa entrevista exclusiva que o Ricardo Ruffo, um dos fundadores do projeto, cedeu ao Design Brasil:

 

DB – Como surgiu a ideia de criar uma escola de Design Thinking?

RR: A ideia da Escola Design Thinking surgiu no segundo semestre de 2012, quando percebemos que nossa empresa, a Design Echos, estava atendendo uma grande demanda de workshops e treinamentos nas empresas. A Design Echos é uma consultoria de inovação social, que acredita poder criar um equilíbrio mais saudável entre sociedade e empresa, através de projetos que tem impacto nos negócios e na sociedade positivamente. Percebemos então, que existia grande demanda e interesse pela forma como fazíamos nossos projetos, que têm abordagem do Design Thinking. Depois de alguns projetos, workshops e capacitações, percebemos que poderíamos elevar o nível dos cursos, oferecendo um programa completo mais profundo, junto a um time de professores renomados no mercado. Então, a Escola nasce com o objetivo de formar uma nova geração de inovadores no Brasil. 

DB – Qual é o público que vocês esperam atrair? Quem pode se matricular?

Buscamos aqueles que são os eternos inquietos e estão em busca de algo novo que possa transformar o dia a dia. Nosso público não se delimita por uma função da empresa. Queremos àqueles que queiram realmente fazer a diferença e construir algo impactante neste país. Qualquer pessoa pode se matricular, desde um estudante até um graduado. Acreditamos que todo mundo sempre tem algo a ensinar e algo a aprender. 

DB – Você acha que o Design Thinking já foi absorvido no Brasil? Os profissionais da área já sabem bem do que se trata?

RR: O Design Thinking ainda é muito incipiente no país. Existem diversas iniciativas acontecendo, mas ainda está tudo muito no eixo Rio e São Paulo. Precisamos que essa abordagem chegue a lugares ainda não imaginados. Precisamos que empresas comecem a olhar seus consumidores além de apenas usuários de seus produtos. É importante que as empresas criem novas lentes para olhar seus consumidores como pessoas, que tem desafios, necessidades e desejos no dia a dia. Essa abordagem ajuda a compreender de forma holística as pessoas de forma mais profunda e as relações no meio que está inserida. Pesquisas tradicionais não conseguem mapear desejos e necessidades da mesma forma que o Design Thinking, porque a premissa inicial de qualquer projeto é sentir na pele os problemas e a rotina de nossos clientes. Isso vai muito além de entrevistas tradicionais. Poucos profissionais sabem, na prática, do que se trata Design Thinking. Muitos críticos acreditam que Design Thinking é uma parede repleta de post its, canetas coloridas e pessoas sorridentes. O Design Thinking é muito mais do que isso. Design Thinking é compreender a fundo as pessoas por meio de pesquisa, empatia, projetar junto a elas o que faz sentido, e testar de forma rápida o processo de inovação por meio da interação. 

 

Para mais informações sobre a Escola de Design Thinking, acesse: http://www.escoladesignthinking.com.br/