Reformas, novos espaços de inovação e programas de bolsas querem aproximar USP e comunidade

 

Quem viaja a outros países pode conhecer museus científicos famosos como oExploratorium, em São Francisco, o Nemo de Amsterdã e o Science Museum, em Londres. Mas em breve não será mais preciso sair daqui, porque São Paulo também terá um centro de ciências interativo voltado para o grande público.

Estação Ciência, que pertence àUniversidade de São Paulo (USP) passa por uma grande reforma para se tornar um museu de ciências que funcione como uma conexão entre sociedade e universidade. A intenção é apresentar as tecnologias desenvolvidas por alunos e pesquisadores da USP, oferecendo espaço para que cada curso possa expor sua produção acadêmica.

Localizado na Rua Guaicurus, 1394, o museu será todo reformado, mantendo-se apenas as torres e o desenho arquitetônico, que são tombados pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico (Conpresp). O edifício receberá um anexo de vidro, novos elevadores e um anfiteatro para 250 pessoas, além da recuperação dos trilhos da antiga Estação Ferroviária da Lapa, que estão abaixo dos galpões desde o início do século XX. A reforma deve durar cerca de dois anos.

Engenharte

Outra iniciativa do tipo surge dentro da universidade. A Escola Politécnica da USP (Poli-USP) vai ganhar um laboratório de inovação onde serão desenvolvidos projetos dos alunos da unidade. Além de abrigar os grupos de estudo, o espaço organizará exposições com os protótipos e maquetes desenvolvidos, um ateliê de criação e um auditório.

O edifício de quatro andares deve ficar dentro da cidade Universitária, entre os prédios da Administração da Poli e da Engenharia Civil. O projeto é do arquiteto Ruy Ohtake e a inauguração do novo local está prevista para 2015.

Internacionalização

Além do surgimento de novos espaços na cidade, a universidade quer se inserir de forma definitiva no mercado internacional. Para isso, a USP planeja abrir escritórios fora do Brasil e aumentar o número de bolsas de estudo no exterior.

Boston, Londres e Cingapura são as cidades que receberão núcleos da universidade, encarregados de cuidar das relações com as instituições dos respectivos continentes. Outro escritório ficará em são Paulo, cuidando de relações com universidades das Américas Central e do Sul e da África Subsaariana.

Os acordos com as instituições estrangeiras pretendem mostrar a produção científica da universidade mundo afora e ampliar o número de bolsas de estudo tanto para quem é da USP e quer ir para o exterior quanto para quem quiser vir para o Brasil.

Algumas críticas ao projeto, no entanto, são feitas por setores da comunidade acadêmica. Reclama-se que a parceria entre USP e Santander Universidades – braço do banco espanhol que atua com instituições de ensino superior e financiador do projeto – cause uma interferência do setor privado em assuntos da universidade pública. Outro ponto criticado é a duração das iniciativas, que acabam ao final de 2013, quando acaba também o mandato do atual reitor João Grandino Rodas.

 

 

 

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