Daniel Kraichete conta sobre a formalização do Centro Brasileiro de Design Industrial

Por Centro Brasil Design

Texto por Julliana Bauer e quadro por Juliana Mayumi

O Centro Brasileiro de Design Industrial – CBDI – deu o passo final para sua formalização na última segunda-feira, 27 de maio, quando o Conselho Técnico tomou posse em um evento descontraído do Rio de Janeiro. Com uma proposta diferente de outras associações da classe, a instituição já soma algumas conquistas, como uma exposição do projeto Experimenta na Semana de Design de Milão de 2013, que é conhecida como uma vitrine do design mundial.

 Daniel Kraichete, o diretor do CBDI, conta ao DesignBrasil qual a importância da instituição e quais foram os desafios enfrentados para sua formalização.

 

DB – Quais passos foram necessários para que a formalização do CBDI acontecesse?

Quando começamos a alinhar a ideia de montar uma associação com as características do CBDI, o Centro de Design do Rio já existia e estava prestes a fechar, após sete anos de atuação. Conversamos então com a coordenadora do Centro de Design do Rio e decidimos transformá-lo e remodelá-lo em uma nova associação. Aí começou a parte mais burocrática, entramos em contato com advogados, reescrevemos o estatuto, convocamos reuniões e elegemos uma nova diretoria. A partir daí já entramos em contato com uma série de designers pedindo para que apostassem no programa e pagassem a taxa de associados.

 

DB – Quais foram os obstáculos enfrentados ao longo do processo?

Além da burocracia e dos prazos, que são obstáculos mais óbvios, tinha também a questão de que os envolvidos todos possuem outros projetos, ou seja, o CBDI exigiu doação de tempo de todos. Apesar de tudo, as coisas deram certo e a mostra em Milão é prova disso.

 

DB – Qual o objetivo do Centro Brasileiro de Design Industrial? Como ele atuará?

A nossa ideia é ganhar representatividade junto a órgãos do governo. Queremos que o design industrial tenha voz e reivindicar mudanças, conseguir melhorias. A ideia, como em outras instituições do tipo, é a de promover o design brasileiro e gostaríamos inclusive de poder opinar em editais. Antes não existia muita representatividade por parte do design industrial, aí percebemos que o momento era este.

DB – Como se deu a formação do Conselho Técnico?

O presidente e vice-presidente foram eleitos. Já os demais membros do Conselho Técnico passaram por um processo de escolha mesmo, avaliamos as pessoas que considerávamos adequadas para cada vaga e fizemos o convite. Tivemos a preocupação de não concentrar nossas escolhas em pessoas do Rio de Janeiro, buscamos pessoas de outros estados que mostrassem engajamento e articulação.

DB – Para a equipe, o que significa essa formalização da instituição?

Foi extremamente motivador. Participar de todo o processo foi divertido, e vimos dois pontos muito positivos: a grande divulgação e resultados que já conseguimos alcançar e a prova de que a equipe consegue trabalhar junta.

DB – O CBDI já possui alguma agenda para 2013?

Já estamos negociando alguns eventos, e temos em vista uma agenda de encontros que acontecerão no Rio de Janeiro, em finais de tardes, e que contarão com a presença de algum convidado discutindo sobre questões relevantes para o design.