Design de informação: os sistemas expositivos projetados por Bergmiller

Por Editor DesignBrasil

 

 

As origens dos espaços expositivos, concordam vários autores, vem, entre outras ocorrências, das exposições universais do século XIX. Um espaço abrigando um ou uma série de objetos, uma ou uma série de imagens, uma ou uma série de performances, formando composições – seja aberto ou fechado – pode ser descrito como um espaço expositivo provocador de estímulos para a imaginação de quem vê, ou experimenta.

Essencialmente, espaços de comunicação pressupõem a existência de uma composição que, por sua vez, prescinde de suportes ou sistemas expositivos, de um frequentador, além do ato de fruir.

Os museus de arte abrigam espaços de exposição de grande evidência e merecem uma discussão acerca de sua trajetória particular, de sua arquitetura, e de sua expografia.

A partir de 1932 os museus passaram a ser desenhados como um reflexo da lógica racional. Possuindo um princípio baseado no purismo geométrico da arquitetura e do desenho industrial racional, os espaços expositivos de características bauhausianas1deveriam contar com uma clareza visual dominante.

No Brasil, nos finais dos anos 1940, a intenção da formação de museus de arte moderna começou a se delinear impulsionada pelo mesmo espírito empresarial, que envolvia a cena moderna norte americana, concretizada no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque – MOMA (Castillo, 2008). Como conta Amaral (1988), o MASP 2, o MAM3do Rio de Janeiro e o MAM de São Paulo possuíram origem comum, e todos eram dependentes de mecenas.

O percurso do MAM-RJ mescla-se com as histórias da implantação do campo profissional do desenho industrial no Brasil. No início da década de 1950 chegou ao país Max Bill, artista concretista, incentivador da formação de uma escola superior de desenho industrial no Rio de Janeiro. Baseada nos moldes da Hochschule für Gestaltung, escola modernista de Ulm 4, e inicialmente pensada para o próprio MAM, a idéia acabou se transformando na Escola Superior de desenho Industrial -ESDI, implantada em 1963, sob o governo de Carlos Lacerda.

Em 1968 o MAM montou um instituto, o IDI, Instituto de Desenho Industrial.

Karl Heinz Bergmiller, chegado ao Brasil em 1958, designer e ex-aluno de Max Bill em Ulm, foi um dos mentores da ESDI. Coordenou o Instituto de Desenho Industrial projetando sistemas expositivos e gerenciando, a partir de 1968, as exposições apresentadas pelo museu em sua nova sede, no aterro do Flamengo, projetada por Affonso Eduardo Reidy5.

O ensaio a seguir explora as características dos primeiros sistemas de exposição de museus modernos do Brasil desenhados por Karl Heinz Bergmiller, pioneiro do desenho industrial brasileiro, especificamente para o MAM RJ, entre as décadas de 1960 e 1980.

O objetivo principal é levantar os projetos originais desses sistemas expositivos, identificar suas propostas fundamentais e características principais, iniciando um mapeamento de uma produção específica de um dos expoentes do desenho industrial brasileiro, a fim de colaborar para a discussão acerca da museografia nacional.

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