Design inclusivo: Balanço para Crianças com Necessidades Especiais

Por Editor DesignBrasil

“A presente pesquisa busca conhecer as necessidades de cidadãos que possuam necessidades especiais e o desenvolvimento de um balanço adaptado a crianças com necessidades especiais”.

Observando-se diversas crianças portadoras de necessidades especiais em suas atividades diárias, percebeu-se que a realização de tarefas pode ficar comprometida pela falta de recursos e soluções que auxiliem na superação de dificuldades funcionais, no âmbito escolar e fora dele. A partir do conhecimento das necessidades específicas destes alunos, pode-se observar nas escolas situações desafiadoras para estes jovens, para seus familiares, colegas e professores, pois a maioria dos brinquedos disponíveis para recreação não possui segurança e não são acessíveis a qualquer usuário, sendo que muitas vezes até mesmo crianças que não possuem comprometimento motor acabam sofrendo acidentes.

A presente pesquisa busca conhecer as necessidades de cidadãos que possuam necessidades especiais, e no caso dessa pesquisa começando já na época escolar com a inclusão desses indivíduos. Isto será alcançado através do desenvolvimento de um balanço adaptado a crianças com necessidades especiais.

Estudo do Caso da Aluna C.

Para melhor compreensão da capacidade motora de crianças portadoras de necessidades especiais, estudou-se o caso de um usuário de cadeira de rodas, que participa de atividades na clínica de fisioterapia do Centro Universitário Feevale, e é integrante do projeto de pesquisa em Design Inclusivo, de Equipamentos, Brinquedos e Vestuário. Este projeto de pesquisa visa à inclusão escolar de alunos com necessidades educacionais especiais, e atua na Feevale deste outubro de 2004 .

Análise dos balanços existentes em escolas

Buscaram-se dados em escolas do município onde crianças portadoras de necessidades especiais estão incluídas no ensino regular. As escolas que fazem parte desta pesquisa são: Escola Municipal de Ensino Fundamental Samuel Dietschi, Escola Municipal Presidente Rodrigues Alves, Escola Municipal São Jacó e a Escola Municipal Bela Adormecida.

Os balanços existentes nas escolas visitadas para realização desta pesquisa, podem ser melhorados em relação à sua forma e material, para facilitar seu uso e função. Permitindo ser acessível e seguro a todos os usuários, com ou sem necessidades especiais. Os materiais utilizados nestes balanços foram basicamente dois: madeira e aço.

Projeto em detalhes: balanço adaptado

Para o dimensionamento deste projeto será utilizado como critério o levantamento antropométrico, levantamento postural e acional e ainda a atividade da tarefa, todos realizados com a aluna C, detalhados anteriormente. Como este projeto visa à acessibilidade e inclusão, este balanço será compatível com outras crianças que desejam brincar nele, tendo somente como restrição a faixa etária, que fica entre 6 e 11 anos de idade.

Desde o início pensou-se em tornar simples a montagem do brinquedo, facilitando este processo com o encaixe dos componentes, que somam o total de 27 peças. Evitou-se o uso de parafusos e roscas para facilitar a montagem (DFA – design for assembly), a desmontagem (DFD – design for disassembly) e conseqüentemente também o reaproveitamento de seus componentes.

Neste balanço projetado para ser adaptado, a criança permanecerá em sedestação, mantendo o equilíbrio e alinhamento postural graças ao dimensionamento dado ao banco. Este foi embasado no estudo antropométrico de usuários de cadeira de rodas e portadores de paralisia cerebral, tendo como referência as normas da ABNT NBR 14350-1/ 1999.

Bibliografia

LEVITT, Sophie. O tratamento da paralisia cerebral e do retardo motor. 3ª edição, 2001. Ed. Manole.

Heidrich, Regina de Oliveira. Análise de processo de inclusão escolar de alunos com paralisia cerebral utilizando as tecnologias de informação e comunicação. Porto Alegre: 2004. 220 p. [Tese Doutorado em Informática na Educação].Centro Interdisciplinar de Novas Tecnologias da Educação, UFRGS, 2004.LEVITT, Sophie. O tratamento da paralisia cerebral e do retardo motor. 3ª edição, 2001. Ed. Manole.
STAINBACK, Susan; STAINBACK, William. Inclusão, um guia para educadores. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999. 451 p.

* Este projeto é o trabalho de conclusão de Marcelle Suzete Müller, defendido em julho de 2007.acharel em Design, com Ênfase em Ergonomia e Habilitação em Design de Produto. Participou durante 2 anos do projeto de pesquisa em Design Inclusivo. [email protected]. Doutora. Professora do curso de Design do Centro Universitário Feevale e participante do grupo de pesquisa Informática na Educação. [email protected]. Mestre. Fisioterapeuta. Professora do curso de Design do Centro Universitário Feevale. [email protected].

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1 Comentário

  1. Luciene da Silva Miranda disse:

    Tenho uma criança especial de 10 anos quero comprar um balanço.