O desafio de contribuir para a Nova Economia

Por Editor DesignBrasil

O desafio de contribuir para a Nova Economia

É clara a transição pela qual está passando o mundo, resultante do rápido desenvolvimento da tecnologia e da queda de fronteiras não-físicas entre mercados e nações. Para utilizar termos atuais, dizemos que estamos vivendo a “Era da Comunicação” que insere uma “Sociedade da Informação” em uma “Economia do Conhecimento”. O que há, na verdade, é uma exploração do saber, em geral, para fins de desenvolvimento. Diferente de tempos passados, os grandes valores não são mais matéria-prima ou produtos, mas sim pessoas e propriedade intelectual.

“A Nova Economia não se resume a novas tecnologias como Tecnologia da Informação, nem tampouco Internet. Ao contrário, refere-se a novas formas para buscar competitividade. A habilidade de inovar. Criar novos produtos. Explorar novos mercados”, disse o primeiro ministro britânico Tony Blair, durante a conferência Knowledge 2000. Mais recentemente, esta idéia foi reforçada pela secretária de estado de Comércio e Indústria, Patricia Hewitt, que declarou que “a resposta do Reino Unido às grandes mudanças no mundo atual é simples: continuar investindo na educação e na habilidade das pessoas; continuar investindo em ciência e inovação; e incentivar mais pessoas a serem inovadoras e empreendedoras. Pessoas criativas em negócios criativos, produzindo produtos e serviços de alta qualidade e inovadores”. “Esta”, completou ela, “é a única maneira pela qual podemos continuar melhorando nossa competitividade e, como resultado, nosso nível de qualidade de vida”.

A partir destas duas citações é fácil concluir que o design deve executar uma das atividades chaves neste contexto. Uma maneira imediata de elevar o otimismo da comunidade de design.

No entanto, a realidade não tem se mostrado tão favorável. A falta de associação entre o design e a inovação, ou mesmo a criatividade, restringe oportunidades de novos projetos e acesso a recursos. O design ainda tem ficado fora dos temas incentivados pelos principais programas de desenvolvimento.

Na Comunidade Européia, por exemplo, os chefes de estado fixaram o objetivo de fazer da Europa “a mais competitiva e dinâmica economia do conhecimento até 2010″. Uma das principais ações estabelecidas para esta meta foi o desenvolvimento de inovação junto às empresas européias para o qual o investimento em pesquisa e desenvolvimento foi considerado crucial. No entanto, não foi dedicada uma linha para o design.

De um modo geral, programas de financiamento tendem a ignorar esta disciplina, levando a explicações exaustivas sobre as inúmeras possibilidades de como o design se enquadra por associação ao tema dos programas.

A Economia do Conhecimento lança o desafio de ser flexível, criativa, de gerar idéias e fazer delas uma riqueza. Conhecimento e habilidade, criatividade e inovação, adaptabilidade e empreendedorismo são as novas chaves para a competição. No entanto, ainda não parece óbvio como os designers irão trabalhar para o desenvolvimento destes novos elementos. Como e quão significativa pode ser a contribuição do design para este contexto?

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