O que tem para vir

Por Editor DesignBrasil

Apesar de ser meio avessa a falar sobre tendências, vou me arriscar na análise do que vem por aí em design.

Apesar de ser meio avessa a falar sobre tendências, por considerar este tema por vezes abstrato ou cerceador das individualidades, vou me arriscar na análise do que vem por aí em design e comportamento do consumidor.

Embora o ano tenha começado meio insosso, uma espécie de ressaca de 2005, já é possível enxergar algum sinal de novidades. Para muitos designers as alterações mais significativas nas coleções de 2006, assim como em anos anteriores, estão atreladas às tendências econômicas. Alguns até acreditam em transformações ou pródigas mudanças de formas, cores e materiais, mas nada radical deve ocorrer. Vai depender mesmo do rumo que a economia tomar.

A julgar pelas primeiras feiras do calendário deste ano, o caminho segue via tendências econômicas. Lá fora, o Salão do Móvel de Paris, a Feira Internacional do Móvel de Colônia e a The Furniture Show (conhecida como “Feira de Birminghan” ou da Inglaterra) não apresentaram expressivas inovações. Para se ter uma idéia da timidez, os principais destaques anotados são o maior colorido nas peças e a volta do uso do banco em residências. Aqueles bancos dos tempos da vovó… Outro sinal de nostalgia é percebido nos estofados com formas arredondadas, inspirados nos anos 70. Mas agora, também graças à tecnologia, o conforto aparece em primeiro plano.

No segmento de racks e estantes, o conceito das TVs de plasma e os recursos multimídia dominam o mercado. As telas de plasma na TVs estão também reduzindo as dimensões de prateleiras, estantes e armários que, por sua vez, preservam seu espaço nas salas de TV.

Outra previsão é de que a tendência chamada “Homing” (viver com a família e amigos em uma casa decorada de acordo com o gosto de cada pessoa) faça com que o interesse por móveis e complementos continue crescendo . Aliás, as relações interpessoais estão mesmo em alta e é preciso que designers e indústrias levem isso em conta na hora de criar. Definitivamente saímos da compra por necessidade e hoje somos impulsionados pelo desejo, pela vontade e pelo prazer.

Por aqui também há um certo “cheiro” de novidade no ar, motivado especialmente pelas feiras nacionais que têm início ainda este mês. Expositores da Abimad feira que congrega os fabricantes do setor de decoração prometem muito, mas não entram em detalhes. Em reportagem publicada na revista Móveis de Valor de janeiro, diretores da catarinense Estofados Jardim, por exemplo, garantem que o público vai ver muita novidade em seu estante, antecipando apenas que serão lançados 14 novas criações.

A agitação em torno das novas coleções também é grande entre os expositores da Movelsul, Febramóvel e Salão do Móvel feiras que acontecem em março.

Se as tendências são mesmo influenciadas pela economia, só nos resta torcer para que fabricantes e designers tenham memória curta e não levem em consideração o desempenho de 2005.

Quanto ao comportamento do consumidor, esse é o tema da próxima coluna.

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