SouCuritiba lança segunda coleção de souvenirs com design

Por Editor DesignBrasil

 

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De olho na Copa do Mundo e visando fortalecer a imagem de Curitiba como destino turístico, o Sebrae/PR criou em 2013 o projeto Souvenir Curitiba, iniciativa que capacita artistas plásticos, fotógrafos, artesãos e estilistas na criação de artesanato voltado para o turismo. Foi um sucesso – só nos dois primeiros meses após o lançamento, foram vendidos aproximadamente 1000 itens da primeira coleção da marca SouCuritiba.

O projeto cresceu e, nesta quarta feira (28), será apresentada a segunda coleção da marca. Ao todo, são 48 novas lembranças confeccionadas por 30 produtores. A nova coleção conta com itens como bolsas, porta-trecos, biojoias, cartelinhas da sorte, descanso de copos, camisetas e bodies infantis. Somadas as duas coleções, a marca SouCuritiba passa a oferecer  agora 86 opções de lembranças.

A expectativa é que a nova coleção também seja um sucesso nos 11 pontos de vendas autorizados, espalhados pela cidade. Os preços dos souvenirs variam de R$ 2 a R$ 126.

O DesignBrasil conversou com Patrícia Albanez, consultora do Sebrae/PR e gestora do Projeto Souvenir Curitiba, para saber mais detalhes do projeto. Confira:

 

Encontro de negócios do projeto. Foto: SouCuritiba

Encontro de negócios do projeto. Foto: SouCuritiba

Como surgiu a iniciativa?

Nasceu das oportunidades mapeadas para a Copa do Mundo, entre elas, a de um artesanato mais voltado para o turismo. O souvenir veio então como uma opção abrangente de artesanato.

Como foi feita a escolha dos participantes?

Quando estávamos em fase de pré-inscrições, consideramos a ordem de inscrições e, principalmente, o mix de matérias primas. A ideia era averiguar quais eram as matérias primas com as quais cada artesão queria trabalhar, para que pudéssemos selecionar produtos com muita variedade. Mas os produtos foram surgindo no decorrer do processo, e isso é muito importante ressaltar, porque queríamos produtos novos. Se o produto já existisse, não interessaria para o projeto, a ideia era trazer inovação.

Quais foram os ganhos para os artesãos?

Acho que o Souvenir Curitiba trouxe aos participantes a oportunidade de direcionar o olhar para as necessidades de mercado. Para trazer as ideias de inovação para o mercado de turismo e ajudá-los a identificar ali uma oportunidade.

Em quantas etapas aconteceu o projeto?

Em três. Primeiramente foi trabalhada a questão do empreendedorismo, através de palestras, para que cada participante identificasse seus próprios traços de empreendedor. Em seguida, fizemos a imersão na cultura do turismo. Para você ter uma Ideia, chamamos um historiador da Fundação Cultural de Curitiba para dar uma palestra longa sobre a história da cidade, com detalhes sobre pontos turísticos e peculiaridades da cultura curitibana. Colocamos os artesãos no ônibus da linha turismo e mostramos a cidade a eles como ela é mostrada aos turistas, de forma que eles se colocassem no lugar do turista, entendendo seu ponto de vista. Chegamos a pedir para que eles tirassem fotos do que lhes chamava a atenção e nos mandassem, e isso foi muito interessante, pois eles puderam realmente vivenciar um pouco do que os viajantes que vêm pra cá vivenciam.  Esta etapa envolveu também uma oficina de criatividade, onde os participantes trabalharam com pesquisas que mostravam dados sobre o mercado do souvenirs. Os artesãos puderam então construir personas e pensar no que poderiam oferecer a elas em termos de produtos. A terceira fase foi a de consultoria de design, onde foram discutidas as oportunidades de inovação.

Como que Curitiba foi retratada nos souvenirs?

Bom, a imersão vivenciada por eles na história de Curitiba e de seus pontos turísticos se traduziu nos produtos. Alguns remetem a momentos históricos da cidade, mas teve muito a ver com a experiência de cada artesão mesmo.

Qual foi o papel do design no projeto?

Com as capacitações, os artesãos puderam melhorar muito a qualidade do trabalho oferecido e refinar cada objeto de acordo com as tendências de mercado.

Você acha que o design pode mudar a percepção que as pessoas têm do souvenir, que é a de ser algo de pouca qualidade?

Sim, e essa é uma questão totalmente pertinente. O designer acrescenta muito ao souvenir ao trazer a ele, de acordo com as tendências de mercado, a questão do emocional. Porque ao comprar um souvenir, o emocional é muito importante, a pessoa quer olhar praquele objeto e ter uma boa lembrança do lugar visitado – e o bom design propicia isso, né?

 

Para conferir todos os produtos do projeto, acesse: http://sites.pr.sebrae.com.br/soucuritiba/