Trabalho do futuro

Por Ronaldo Duschenes

“Os escritórios convencionais não vão deixar de existir, mas certamente sofrerão alterações para se adaptarem aos novos tempos”.

O futuro já chegou ao trabalho. Agora, não vamos mais até o trabalho, é ele que vem até a gente. A nova forma de trabalhar, chamada de telecommuting ou telework (em bom português, teletrabalho) nem é tão nova assim, mas foi facilitada pelas tecnologias que se popularizaram. Hoje em dia é bem comum encontrar cafeterias, livrarias, aeroportos e até parques com sistema wi-fi, onde é possível se conectar com o mundo através do seu notebook ou smartphone. Eles permitem que você leve o trabalho para onde quiser.

Muitas empresas já estão encarando este novo estilo de trabalho como uma forma de otimizar o espaço físico e cortar gastos. Nos Estados Unidos e em alguns países europeus, é cada vez mais comum as empresas oferecerem esta opção para seus funcionários, em especial para trabalhar de um escritório em casa. Geralmente, o formato permite contar com o funcionário por um ou dois dias da semana no escritório principal – para manter contato com a empresa e com os colegas – e deixar o restante do trabalho ser feito à distância.

Ponto principal disso tudo é que a estrutura física da empresa é otimizada. Não é mais necessário ter muitas salas privativas para os funcionários que agora se encontram essencialmente para trocar idéias. Ou seja, este tipo de ambiente pede soluções
diferenciadas, mobiliário flexível, espaços sem barreiras e mentes antenadas. Afinal, é preciso confiar no colaborador, checar seu
perfil para tal mudança e adequar a empresa para este fim.

Mudanças como estas devem ser feitas com cuidado e precisam ser baseadas na análise das tarefas, no fluxo de trabalho, nas tecnologias disponíveis e na cultura organizacional da empresa.

Fundamental nesta nova formatação é a importância de continuar trabalhando em mobiliário ergonômico, próprio para esta finalidade. Cada vez mais as empresas – e colaboradores que possuem escritório em casa – estão cientes disso e investem em soluções adequadas às suas atividades profissionais. Já contamos com soluções para os home offices que se adaptam perfeitamente à decoração da casa, assim como para os escritórios formais, que privilegiam a integração das equipes.

Resumindo, vivemos em um tempo em que a mobilidade caminha de mãos dadas com a produtividade. Já existem diferentes
formatos deste novo estilo de trabalhar, como o compartilhamento de tarefas (job-sharing), meio expediente, semanas reduzidas de trabalho, horário flexível, além do aluguel de escritórios temporários. E sempre acabam surgindo outras novas formatações.

Definitivamente, nas áreas mais estratégicas, é cada vez mais comum a flexibilidade de agenda tomar o lugar da padronização de horário. Os escritórios convencionais não vão deixar de existir, mas certamente sofrerão alterações para se adaptarem aos novos tempos. Eles vão ser mais um dos locais de onde é possível trabalhar. Afinal, o que conta é a produtividade, trabalhando de onde se trabalha melhor.

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