Um olhar sobre Livros Infantis: Design e outras variáveis do projeto

Por Editor DesignBrasil

*Prof.ª Orientadora DÉBORA GIGLI BUONANO

ResumoA realização desta pesquisa permite apresentar uma contribuição acerca do Livro Infantil. Coletando e organizando os conhecimentos disponíveis e indicando bibliografia atualizada sobre Literatura, Ilustração e Projeto Gráfico; conhecimentos estes, muitas vezes rejeitados e dispersos, e tantas outras vezes tratado sem muita atenção por Pais e Designers que dizem ser isto uma „arte menor?.INTRODUÇÃO

 Minha intenção, com este artigo é em primeiro lugar, instigar o leitor de livros (seja ele a idade que tiver e o livro que for) e o profissional de Design sobre as diversas possibilidades que um Livro pensado como Objeto pode apresentar. E, foi dentro dos Livros Infantis que encontrei maior potencial para esta pesquisa, pois é o segmento de livros onde mais se permite a experimentação, um segmento que ainda não está totalmente tomado pela racionalidade do homem adulto.Entendo que o pensar o Livro como Objeto é pensar harmonicamente áreas como a Literatura, Ilustração, Projeto Gráfico, com este último incluindo atividades de um designer gráfico como a diagramação, tipografia, escolha do formato físico do livro, opções de papel, tipos de impressão, cores e etc. Sendo tudo estes, partes de um todo (o Livro-Objeto) que darão ou não um bom livro em todos os sentidos. Em busca de livros com este perfil que nortearam a pesquisa, pude notar o cuidado especial que a editora Cosac Naify tem com seus projetos. Sendo assim, não poderia utilizar outro catálogo base para a pesquisa senão o desta editora.Em segundo lugar, mas não menos importante, tenho como intenção com este artigo, iniciar o dialogo sobre o Livro-Objeto. Esta pesquisa também visa dar entendimento e base para futuras pesquisas mais aprofundadas relevantes ao tema.

 

LIVRO INFANTIL E DESIGN: QUESTÕES NORTEADORAS

A relação com os livros, para muitos, começa muito cedo, com o salutar ritual na infância de leitura na cama. Além de se tornar uma experiência de ligação entre pais e filhos, os livros representam uma porta de entrada para um mundo de fantasia, alimentando a imaginação das crianças e proporcionando novas maneiras de pensar e novas ideias. O imaginário das páginas dos livros infantis é uma das mais duradouras influências visuais. (Fawcett-Tang, 2007, 11).

Sendo então desde cedo que se cria a intimidade com o objeto livro, e tendo a influencia visual duradoura como uma lembrança que se leva para o restante da vida, por que então não explorar os outros sentidos que dispomos? Por que não utilizar a literatura, a ilustração para dar aos pequenos, novas maneiras de ver, pensar e sentir o mundo, de refletir, de olhar por outros ângulos. Estamos atrás de uma literatura que questione o “mistério” e não aquelas que prometem ser a chave para o segredo; vamos atrás das ilustrações que nos permitam outras leituras diferentes daquelas que já estão escritas dentro do livro. Busco por livros que não sejam pré-concebidos, pensados para serem usados para determinadas idades, mas que em sua própria concepção tenham arte e poesia, e que possam encantar todas as crianças, sejam elas pequenas ou grandes.

O Projeto GráficoNo inicio do século XX na Inglaterra, Peter Newell ousou e utilizou o Livro como Objeto quando propôs em 1910 com „O livro inclinado? integrar literatura, ilustração e projeto gráfico. O livro tem um corte especial diagonal superior e inferior que junto às ilustrações dão a sensação de personagens correndo, lendo a história descobrimos que estes personagens estão atrás de carrinho de bebê que desliza rua abaixo. Em 1912, Newell publica „O livro do foguete? com belíssimo projeto gráfico, onde mais uma vez ilustração, literatura e design se integram. O livro narra em versos todo o trajeto que um foguete aceso no térreo de um prédio passa até atingir o último andar deste, cada página tem um corte circular onde o foguete teria passado.

Figura 1: Capa I

Fonte: O livro inclinado

Figura 2: Capa II

Fonte: O livro do foguete

Bruno Munari, conhecido Designer italiano, publicou em 1981 questionamentos e experimentos realizados com livros ilegíveis e “pré-livros” onde este afirma:

Normalmente, quando se pensa em livros o que vem à cabeça são textos, de vários gêneros: literário, filosófico, histórico, ensaístico, etc., impressos sobre as páginas. Pouco interesse se tem pelo papel, pela encadernação, pela cor da tinta, por todos os elementos com que se realiza o livro como objeto. Pouca importância se dá aos caracteres gráficos e muito menos aos espaços em brancos, margens, numeração das paginas e todo o resto. (Munari, 2002, 210)

Assim, como visto nos livros de Peter Newell, estes „desinteresses? devem ser alguns dos parâmetros que designers como produtores, gerenciadores de informações e gestores de projetos devem estar sempre atentos quando produzem um livro. São diversas variáveis que decidem um projeto, estas que poderão modificar completamente a interação e interpretação entre Livro e leitor no simples contato com o Objeto. Nos dias de hoje, o livro precisa e deve ser muito mais do que mero recebedor de „letras?, deve assumir o papel de Livro-Objeto, pensado no todo para oferecer novas, senão diversas leituras dentro de um mesmo livro.Munari, em 1996 publica o livro „Na noite escura? em que demonstra na prática tudo aquilo que afirmou em „Das coisas nascem coisas?. Neste livro em especifico é interessante sentir a qualidade tátil e visual no folear das páginas; foram utilizados três diferentes tipos de papel (coloridos na própria fibra) que são escolhidos e ordenados conforme a caminhada e a „noite? vão se desenrolando. Nas primeiras páginas temos papel preto, completamente opaco que dá a sensação de completa escuridão, um único furo na página instiga sobre o que virá nas páginas a seguir; no meio do livro, a escuridão começa a se dissipar, as páginas pretas dão lugar a páginas de papel translúcido que permite visualizar algumas ilustrações que estão à frente; por fim, inicia o amanhecer com as paginas de papel acinzentado, cada pagina possui um corte diferenciado, seguindo a narração que se propõe a entrar numa gruta.

Considerações sobre uma Literatura Infantil ContemporâneaNossa sociedade contemporânea, governada culturalmente pelo principio de prazer, depende da crescente importância do lúdico. Lembramos que a palavra ilusão vem do latim “in ludo”, que quer dizer brincando. O brinquedo estaria a serviço das nossas ilusões, para fazer frente à sociedade da violência, da banalidade, do autoritarismo, do consumo. (Parreiras, 2008, 166).

Parreiras defende a ideia de que na sociedade atual, antes e acima de tudo o livro deve ser um brinquedo, um objeto lúdico que tem abertura para o artístico e poético, que possa fazer frente às condições que são colocadas aos pequenos desde muito cedo.

…é na repetição e na imitação que ela (criança) adquire recursos para dissolver medos, ansiedades e ameaças. (…) Com a leitura, permitimos que muitos dos nossos conflitos ganhem espaço para reflexão. Brincar, ler e repetir formam pontes para a subjetivação e para a sociedade. A literatura é uma ponte que pode conduzir ao saber, à formação, à informação. (Parreiras, 2008, 87)

Figura 3: Capa III

Fonte: Na noite escura

Figura 4: Miolo I

Fonte: Na noite escura

Figura 6: Miolo III

Fonte: Na noite escura

Figura 5: Miolo II

Fonte: Na noite escura

Essa Literatura não é pré-concebida, criada com o pensamento de produzir subjetividade ou de ter função didática, isso não é Literatura, não é o que buscamos. É claro que o próprio contato com o livro irá produzir subjetividade, porém, o problema encontra-se na sua concepção (esta é produzida para responder ou para perguntar?). Maria José Palo é muito categórica quando afirma que a literatura segue trilhas, lança hipóteses, duvida, num exercício continuo de experimentação e descoberta, como a própria vida. Em relação a isto, encontramos em Oliveira (Ieda de) um relato da escritora Anna Claudia Ramos sobre o contato que tivera com os livros quando criança:

Ler também era sinônimo de poder viver outras vidas, de poder na verdade reinventar a vida. Por isso nunca gostei dos livros que traziam lições de moral e me diziam que eu tinha que ser obediente. Isso não era “livro de verdade”. Minha irmã tinha um livro que eu detestava. (…) Isso não era história. Isso era lição de moral chata que os adultos queriam ensinar e ficavam fingindo que era livro para criança. Desde pequena achei que isso era “livro disfarçado”, livro de mentira. Histórias assim eu detestava, fugia delas, brigava com elas. Onde já se viu livro querer me ensinar que eu tinha que ser comportadinha e nunca mais ser arteira? Nem pensar. Livro de verdade era livro que tinha história de poder imaginar, sonhar, me deixar ser diferente e pensar coisas novas. Ou me acolher quando o meu mundo insistia em doer. Não foi à toa que me apaixonei por algumas histórias quando criança. (Oliveira, 2005, 151-152)

Assim, podemos observar que uma diferente concepção de literatura existe. Há nos dias de hoje, um certo descontentamento com o comum, a realidade, o excesso do racional e uma valorização da diversidade, fantasia, emoção, que muito se aproximam das artes e poesia num ato de se perguntar e não a responder, sem pretensões de ter a palavra final, mas junto ao leitor buscar e incentivá-lo a encontrar as respostas.Observamos toda essa poesia, fantasia e emoção no livro “Pedro e Lua” de Odilon Moraes, onde Pedro é um menino que se torna amigo de uma tartaruga, Lua.

“Pedro queria dizer pedra, mas tinha a cabeça na lua. / Lua queria dizer lua mesmo, mas parecia uma pedra. / Desde que lera num livro que a lua era uma pedra grande que flutuava no céu Pedro ficara encantado”.Então, Pedro caminhando pela noite apreciando a lua tropeça.“…e descobriu que as pedras tinham caído da lua e deviam ter saudades de casa.”Pedro e Lua tornam-se inseparáveis, mas o tempo passa e ambos crescem, os afastando. Pedro viaja em férias e quando retorna descobre que Lua não estava mais lá.“De noite, foi levar o casco de Lua para junto das pedras. / Lá descobriu que tartaruga também tem saudades. / Lua tinha mudado de casa. Voltou para a sua casa.”

IlustraçõesPenso que ilustrar requer abstração, desafio, observação… Poesia quase sempre e uma dose bem servida de preconceito. Contra o óbvio. (Oliveira, 2008, 165) A arte de ilustrar não tem sua beleza em representar algo real, isto é função dos pintores. Representar algo com extrema realidade num livro, principalmente nos infantis, é não permitir ao leitor adentrar e explorar o mundo que se abre pelo simples contato com o livro. Vejamos as ilustrações de Susy Lee em “Onda”, as cores, os traços são pura poesia, não é necessário ter palavras para nos encantarmos, apaixonarmos e vermos uma intensa ação na menina que encontra e brinca com a água.

Figura 7: Capa IV

Fonte: Onda

Figura 8: Miolo IV

Fonte: Onda

Assim como afirmei acima em Projeto Gráfico, o Livro não deve ser mero receptor das palavras, deve ser utilizado e pensado de forma a agregar valores ao objeto, não é muito diferente com a Ilustração. Rogério Coelho afirma:Vejo a ilustração com um trabalho aberto, sem limite, vejo o ilustrador como autor que deve ser um excelente leitor e fazer com que a ilustração não seja algo decorativo ou para preencher os espaços de um livro, mas sim algo enriquecedor, que acrescente algo para o leitor. Que faça com que ele perceba outros caminhos para aquele livro e principalmente para seu pensamento. (Góes, 2009, 64)

Portanto, a ilustração não pode incorrer no erro de explicar o que já está escrito, pois isto é aniquilar o essencial, mas sim, estimular a palavra e novas maneiras de se interpretar o não dito, proporcionar caminhos e enigmas a serem desvendados e não entregues logo no primeiro olhar, tornando-o assim, um objeto desejado para se ler e reler.

Só haverá interesse na ilustração se ela nos possibilita a criação de um novo texto visual. Uma das finalidades da ilustração nos livros não é apenas apresentar uma versão do texto, mas sim favorecer a criação de outra literatura, uma espécie de livro e imagem pessoais dentro do livro que estamos lendo. (Oliveira, 2008, 33)

Dentro deste parâmetro, que a ilustração deve criar uma leitura e literatura paralela, temos os livros classificados como „Picture-Book?, onde o tipo de interação entre imagem e texto é essencial, e ambos com o mesmo nível de responsabilidade para a construção do livro. O melhor exemplo para tudo isto é o da alemã Jutta Bauer, “O anjo da guarda do vovô”. Somente na capa e numa das primeiras paginas da história é dito a palavra anjo, no qual dentro do livro, ele descreve como uma estátua de uma praça. Notamos que as palavras vão narrar como a vida do „vovô? sempre foi cheia de boa sorte, enquanto que as imagens nos sugere o que realmente era aquela sorte.

Figura 9: Capa V

Fonte: O anjo da guarda do vovô

Figura 10: Miolo V

Fonte: O anjo da guarda do vovô

CONSIDERAÇÕES FINAISO objetivo deste artigo foi esclarecer sobre o Livro como Objeto, tendo o design como pensamento organizador. Tivemos a oportunidade de notar que conforme os tempos avançam, torna-se necessária uma atualização na maneira de pensar a construção do livro, e esta deverá comtemplar áreas que possam compor o livro. Vimos que no Livro Infantil podemos encontrar grandes inspirações para projetos; e questiono o por quê não pensar desta forma quando produzimos livros para adultos? São pequenos detalhes na concepção do projeto que poderão assegurar a vida do livro como suporte físico nos dias de hoje e de amanhã. Finalizo com uma frase da representante da seção Sul Coreana do IBBY (International Board on Books for Yong People) In-Ae-Kim: “O homem cria o livro e o livro forma o homem”.A look at Children’s Book: Design and other variables

ReferênciasFontes TeóricasCoelho, Nelly Novaes. Literatura Infantil: teoria, análise, didática. São Paulo: Moderna, 2000.FAWCETT-TANG, Roger. O livro e o Designer I: embalagem, navegação, estrutura e especificação. São Paulo: Edições Rosari, 2007.GÓES, Lúcia Pimentel e Jackson de Alencar (orgs.). A alma da imagem: A ilustração nos livros para crianças e jovens na palavra de seus criadores. São Paulo: Paulus, 2009.MUNARI, Bruno. Das coisas nascem coisas. São Paulo: Martins Fontes, 2002.OLIVEIRA, Ieda de (org.). O que é qualidade em ilustração no livro infantil e juvenil: com a palavra o ilustrador. São Paulo: DCL, 2008.OLIVEIRA, Ieda de (org.). O que é qualidade em literatura infantil e juvenil? : com a palavra o escritor. São Paulo: DCL, 2005.OLIVEIRA, Rui de. Pelos Jardins Boboli: reflexões sobre a arte de ilustrar livros para crianças e jovens. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008.PALO, Maria José e Maria Rosa D. Oliveira. Literatura infantil: voz de criança. São Paulo: Ática, 2006.PARREIRAS, Ninfa. O brinquedo na literatura infantil: uma leitura psicanalítica. São Paulo: Biruta, 2008.POWERS, Allan. Era uma vez uma capa. São Paulo: Cosac Naify, 2008.Livros InfantisCATALOGO INFANTO-JUVENIL. São Paulo, Cosac Naify, catálogo, 2009.BAUER, Jutta. O anjo da guarda do vovô. Ilustrações da autora. São Paulo: Cosac Naify, 2009.LEE, Susy. Onda. Ilustrações da autora. São Paulo: Cosac Naify, 2008.MORAES, Odilon. Pedro e Lua. Ilustrações do autor. São Paulo: Cosac Naify, 2004.MUNARI, Bruno. Na noite escura. Ilustrações do autor. São Paulo: Cosac Naify, 2007.NEWELL, Peter. O livro do Foguete. Ilustrações do autor. São Paulo: Cosac Naify, 2008.NEWELL, Peter. O livro inclinado. Ilustrações do autor. São Paulo: Cosac Naify, 2008.

8 Comentários

  1. [email protected] disse:

    Excelente! Também creio nesse enriquecimento dos livros pela comunicação não-verbal. Os livros infantis de fato já sabem explorar ricamente os recursos possíveis e inventar novos, o passeio por uma Bienal do Livro é uma rica fonte de inspirações.
    E esses conceitos aplicados nos livros para adultos além de atuarem como fator atrativo contribuem para o incentivo à leitura.

  2. atavares78 disse:

    olá Gleison, tudo bem.. minha orientadora da Faculdade tb baseou a tese dela de mestrado em livros infantis, o nome dela é ANA PAULA ZARUR e ela é do RJ.. caso queria trocar idéias com ela.. me escreva!

  3. gleison_gen disse:

    Oláá Carla, primeiramente obrigado por ler o artigo!!!
    Simm! Livros infantis permitem maior liberdade para criação dos designers (muitas vezes essa função é muito bem feita pelos autores ilustradores, como o caso de Odilon Moraes, Susy Lee, Jutta Bauer…).

    Uma das minhas primeiras inquietações era por que os projetos infantis não poderiam ser utilizados nos livros adultos. Há muitos fatores envolvidos para isso não ocorrer mas, conhecendo algumas editoras já consigo ver algumas inovações entrando neste campo! Principalmente em Literatura que irá permitir todo esse ‘novo’ jogo, interação com o leitor.
    Abraços,

    Gleison.

  4. [email protected] disse:

    Olá Gleison, tudo bem?
    Muito interessante o artigo e o ponto de vista usado por você para abordar um tema muitas vezes desconhecido da maioria. O artigo é um resumo de um trabalho mais extenso por acaso??
    Eu conheço um pouco sobre livro-objeto por causa da uma das minhas professoras da faculdade (FAAL, Limeira-SP), apaixonada por livros e por Design Editorial. A postura dela em sala de aula quanto a este tema realmente me influenciou e despertou em mim uma vontade grande de fazer parte profissionalmente deste universo impresso. Meu TCC abordou de certa forma os livros infantis, mas focando o design como fator fundamental para a eficácia do ensino de artes para as crianças. Desenvolvi dois materiais gráficos infantis para o MASP, além de uma monografia bastante extensa!! (palavras do meu orientador)
    Se for do seu interesse, podemos trocar informações sobre o assunto!

  5. gleison_gen disse:

    Podemos dizer que sim! Esse artigo é fruto do 1º ano de pesquisa nesta área! Estou partindo para o 2º e em breve pretendo levar isso para o Mestrado!!!
    Clarooo, vamos sim manter contato!
    Me passe o seu email, me escreva!!! ([email protected])

    Obrigado

  6. thilopes17 disse:

    Parabéns Gleison, gostei muito do seu artigo, fico muito feliz do resultado de muito trabalho duro. Espero que a pouca contribuição que eu e a Gabi demos tenha sido de bom proveito para você. Continue pesquisando que você tem muito futuro.

    Abçs

  7. elisangela212 disse:

    Gostei bastante do artigo. Sobre a parte de ilustrações, sempre achei que o texto e a ilustração fossem apenas uma obra, que fosse um conjunto. Ao ler o artigo, vi que isso foi abordado de uma forma diferente. Gostei deste ponto de vista, em que as ilustrações possuem sua própria poesia, transmitem sua própria mensagem. Após pensar sobre isso, lembrei de um livro em que as ilustrações “falam” muito “O homem que amava caixas”, publicado pela Brinque-Book. É de se emocionar! Obrigada por compartilhar esse artigo, Gleison. Elisangela Silva