Você comemora o Dia do Trabalho?

Por Ronaldo Duschenes

O primeiro de maio é celebrado em vários países como o Dia do Trabalho por conta de uma série de conquistas do trabalhador, dentre elas uma carga horária mais justa, que deixou de ter 13 horas de trabalho por dia para ter oito. E hoje, como está nossa relação com o trabalho 123 anos após a criação da data? Muitos cargos exigem uma dedicação de 10 a 12 horas diárias, seja no escritório ou fora dele, já que agora somos facilmente acessados. Será que evoluímos de lá para cá?

Sabe-se que hoje consumimos três vezes mais informação do que nos anos 60, afinal, temos acesso a todas as redes, notícias e acontecimentos na palma da mão. Mas será que isso nos trouxe mais qualidade de vida? À medida que a tecnologia evoluiu e transformou nossas vidas, também nos fez reféns. Por isso é preciso haver uma delimitação das fronteiras do trabalho e uma retomada do bem-estar. Descobrir como, quando e onde é possível ser mais produtivo. E concentrar-se. Uma síndrome recente chamada FOMO (Fear Of Missing Out, medo de ficar por fora, em tradução livre) é a prova de que estamos estressados com tanta informação, trabalho e ambiente competitivo. É tanto estímulo que chegamos a perder o foco e, por consequência, a tranquilidade.

De que adianta um funcionário que cumpre várias horas de expediente sendo que em muitas delas ele está improdutivo, completamente estafado? Não à toa vemos cada vez mais profissionais reunindo-se em cafeterias, ambientes mais amigáveis e descontraídos. Que tal levar essa “vibe” para o escritório? Mais espaços compartilhados, agradáveis, de preferência com luz natural. Aí sim é possível produzir mais e melhor.

Por isso, neste primeiro de maio vale ponderar e reavaliar o seu ambiente e forma de trabalho. Já que é lá onde passamos a maior parte do dia, precisamos urgentemente resgatar a qualidade de vida no escritório. Vamos melhorar os espaços de trabalho introduzindo ambientes de lazer nas empresas. Só então será possível comemorar o Dia do Trabalho, diariamente. A busca agora é por qualidade de vida integral.

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