Esta página vai ajudar você a descobrir as principais informações sobre a cadeia produtiva moveleira. O conteúdo está organizado em nove partes:
O mercado moveleiro
Fornecedores Varejistas
Polos Moveleiros
Prêmios e Concursos
Cursos Especializados
Feiras e Exposições
Fontes de Informação
Movimentos Competitivos
Para saber mais
Créditos: A seção Indústria Moveleira foi elaborada com a colaboração de Inalva Corsi, da Central de Excelência Moveleira e de Rafael Coelho, do Portal Moveleiro.
Se você perceber a falta de alguma informação, quiser sugerir a inclusão de algum link ou mesmo corrigir alguma informação incorreta, escreva para juan@designbrasil.org.br
O mercado moveleiro
A cadeia produtiva moveleira é uma das mais variadas e dinâmicas da economia brasileira. Os números comprovam. No ano de 2005, o faturamento estimado do setor foi de R$ 12.051 bilhões, enquanto o registrado em 2004 foi de R$ 12.543 bilhões, o que aponta uma ligeira queda, conforme aponta o Panorama Agosto de 2006 da Abimovel – Associação Brasileira da Indústria de Mobiliário.
Do faturamento de 2005, US$ 990.424.209 vieram com as exporta ções – de acordo com o estudo da Abimovel. Os dados indicam um aumento de 5,3% no volume de exportações. Em 2004, o comércio para o exterior gerou US$ 940.574.475. No ano de 2005, a balança comercial fechou em US$ 883 milhões positivos.
Santa Catarina é o estado que lidera as exportações. Só no ano de 2005, os catarinenses foram responsáveis por 43,75% do total de exportações, movimentando US$ 433.338.634. O maior número de empresas exportadoras, no entanto, está em São Paulo – 281. O Rio Grande do Sul tem 268 exportadoras e Santa Catarina, 215. Só a categoria de assentos movimentou US$ 206.034.166 em exportações no ano de 2005.
De acordo com a Abimovel, a maior parte das exportações nacionais em 2005 foi para os Estados Unidos, França, Reino Unido, Argentina e Alemanha. Só os norte-americanos compraram US$ 390.574.012 em móveis brasileiros. A Alemanha é o país que mais exporta móveis para o Brasil. De janeiro a agosto de 2006 o país europeu foi a origem de 24% do volume de importações brasileiras no setor.
Não há registros atuais do número de empresas do setor. Os dados mais recentes, apurados na RAIS de 2004, apontavam a existência de 16.104 empresas que geram 206.352 empregos (RAIS 2004), de capital nacional em sua maioria. São 11.992 microempresas (de até nove empregados), 3.372 de pequeno porte (10 a 49 empregados), 436 de médio porte (50 a 99 empregados) e 304 de grande porte (mais de 100 empregados).
A maioria das empresas concentra-se nas regiões sul e sudeste. São Paulo detém o maior número de empresas (3.754), seguido por Rio Grande do Sul (2.443), Minas Gerais (2.126), Paraná (2.133) e Santa Catarina (2.020).
Segundo a Abimovel, das indústrias formais de móveis que operavam no Brasil em 2003, 83,44% produzem móveis de madeira e chapas de fibra de madeira e 7,63%, de metal. Do total, pouco mais de 2% se dedica à produção de colchões e 1.103 fabricam mobiliário com outros materiais.
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Fornecedores Varejistas
A indústria movimenta ainda uma extensa rede de fornecedores: indústrias de ferragens e puxadores, de vernizes, de chapas, de revestimentos, de acessórios em plástico, de máquinas, de estruturas e tubos em aço, de vidro, de componentes prontos, dentre outras.
O Portal Moveleiro oferece uma boa lista de fornecedores nos seguintes endereços:
Lista amiga
http://www.portalmoveleiro.com.br/listaamiga/lista_amiga.html
Catálogo de Materiais
http://www.portalmoveleiro.com.br/catalogo/cat_materiais.html
O consumo interno, em 2005, foi de 9.901 bilhões de Reais, segundo a Abimovel.Os canais de distribuição utilizados pela indústria variam conforme o porte das empresas e o mercado consumidor que visam atingir, de acordo com estudo de Ana Paula Fontenelle Gorini, gerente da Gerência Setorial de Bens de Consumo Não-Duráveis do BNDES.
Existem movimentos de mercado que indicam a tendência de aproximação das fábricas com o consumidor final. Fábricas com maior competitividade e que buscam a independência do varejo de massa têm iniciado projetos de promoção comercial junto a seus clientes. Capacitação de vendedores, ferramentas de promoção no ponto de venda, qualificação dos representantes são algumas destas ações.
No mercado de móveis populares a maior fatia fica com os grandes distribuidores e lojas como as Casas Bahia, Magazine Luiza, Marabraz, Kolumbus, Ponto Frio, Colombo, Insinuante e Lojas Cem, entre outras.
Mas o varejo é bem segmentado, com algumas lojas que atuam em nichos específicos como os de móveis de design assinado. Dois exemplos são a Tok Stok e a Etna. Criada em 1978, a Tok Stok tem 26 lojas espalhadas em quatro regiões brasileiras – 12 delas no estado de São Paulo. Já a Etna, surgida recentemente com um modelo similar ao da Tok Stok, conta com duas lojas no estado de São Paulo – a maior delas, na capital paulista, tem 20 mil m² de área construída.
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Pólos Moveleiros
Parte significativa das empresas produtoras de móveis está concentrada nos chamados pólos moveleiros. O maior de todos fica na cidade de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, com um total de 370 empresas. Em seguida estão Ubá (MG), 310 empresas; Votuporanga (SP) e São Bento do Sul (SC), ambas com 210 empresas; Arapongas (PR), 145 empresas; Linhares (ES), 130; e Mirassol, com 85 empresas. Só a região metropolitana de São Paulo reúne 3.000 empresas. A fonte dos dados é a Abimovel.
Através da implantação de arranjos produtivos locais (APL´s), diversas micro-regiões localizadas principalmente no Norte e Centro-Oeste do País, têm sido consideradas “pólos emergentes”. Alguns exemplos são Cuiabá/Várzea Grande-MT, interior de Rondônia, Paragominas-PA, Imperatriz-MA, Macapá-AP entre outros. Muitos dos móveis produzidos nestas regiões utilizam madeira maciça.
Com estas iniciativas desencadeia-se um processo de geração de valor, transformando a madeira em produto acabado, oferecendo um novo panorama à região.
A concentração de indústrias numa mesma região ou cidade aumenta a competitividade e, desde os anos 90, o governo brasileiro baseia suas políticas de desenvolvimento industrial no estímulo aos Arranjos Produtivos Locais. O conceito de APL foi inspirado no modelo dos distritos industriais italianos, que impulsionou as micro e pequenas empresas daquele país no pós-guerra e visa consolidar as cadeias produtivas entre as empresas de uma mesma região, difundindo informações, promovendo a capacitação de trabalhadores e a transferência de tecnologia, entre outras ações. Também o Sebrae, a CNI (através do Senai e do IEL) e a maioria das agências de desenvolvimento do país adotam o conceito de APL em suas políticas de atuação.
Um exemplo é o projeto Promos/Sebrae, fruto da parceria entre o Sebrae Nacional, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Promos – Agência de Promoção de Negócios da Câmara de Comércio de Milão. O projeto atuou durante 3 anos em 4 APL’s (um deles, o de Paragominas, no Pará, é da área de móveis) e investiu cerca de R$ 15 milhões.
Em 2003 o Sebrae elaborou um termo de referência que norteia sua atuação em nos APL’s. (http://www.biblioteca.sebrae.com.br/bte/bte.nsf/50533C7F21014E5F03256FB7005C40BB/$File/NT000A4AF2.pdf ).
Um fator importante para o aumento nas exportações vem sendo o incentivo governamental. Em 1998, a APEX - Agência de Promoção de Exportações e a Abimovel, assinaram o convênio que criou o Programa Brasileiro de Incremento à Exportação de Móveis, o Promóvel. O programa surgiu para aproveitar o potencial de expansão das exportações do setor moveleiro brasileiro, com investimentos na capacitação das empresas, abertura de mercados e na organização do setor. O programa foi apresentado ao mercado Internacional como Brazilian Furniture.
No Fórum da Competitividade, reativado pelo governo em junho de 2003, o setor moveleiro foi escolhido como alvo de um programa para incremento das exportações. O Brazilian Furniture direciona seus esforços para projetos que atendam aos seguintes objetivos: a adoção de um modelo de maior valor agregado para o desenvolvimento dos móveis, com base em design próprio; o aumento da competitividade da indústria moveleira nacional, por meio da melhoria dos índices de qualidade, produtividade e atendimento; e a capacitação das indústrias para a exportação aos mercados selecionados. O programa habilita as empresas associadas a participar de feiras internacionais e a ter acesso a importadores estrangeiros para divulgar e vender seus produtos.
Diversas iniciativas têm surgido e se consolidado a partir de programas do governo, do Sebrae e Senai. Um dos destaques é o Centro Tecnológico do Mobiliário do Senai, o Cetemo (http://www.cetemo.com.br), em Bento Gonçalves. Contando com uma sede de 3.512 m2 de área construída, o Cetemo atua na formação educacional e técnica e tem o objetivo de melhorar o nível tecnológico da cadeia produtiva moveleira do país, por meio de consultorias.
O Cetemo conta com o NAD - Núcleo de Apoio ao Design do Mobiliário, que promove a cultura do design junto às empresas e profissionais de desenvolvimento de produtos do setor moveleiro. Anualmente, o NAD, em parceria com o Senai-RS e Sebrae, desenvolve o CD-Rom e o Caderno de Tendências em Mobiliário, que apresenta as principais tendências em móveis no mundo e a percepção brasileira no design e na fabricação do mobiliário. O NAD foi criado em 1997 através de iniciativa conjunta do Programa Brasileiro de Design e Ministério da Indústria, Comércio e Turismo. As empresas também buscam referências em prestigiadas revistas italianas, como a Abitare, Interni e Domus.
Em Arapongas, o Centro de Tecnologia da Madeira e Mobiliário (Senai – Cetmam) levam as indústrias locais a descobrir, valorizar e utilizar o design como estratégia de geração de produtos com qualidade. As empresas da região atendidas pelo núcleo de design local recebem um selo que as torna referência para o setor moveleiro.
No Chapecó, Santa Catarina, funciona o Centro Profissionalizante da Indústria Moveleira de Chapecó, ligado à APL local, com cursos profissionalizantes na área geridos pelo Senai, inclusive Marcenaria com ênfase em design e prototipia.
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Prêmios e Concursos

A cultura do design vem sendo disseminada em todo o país através de concursos e prêmios, tanto públicos como privados. Diversas feiras, como a Movelpar e a Movelsul, promovem prêmios de design voltados para profissionais de design. Novos talentos também são estimulados por meio de concursos como o da Masisa, que promove uma parceria entre os autores dos projetos e empresas moveleiras dispostas a produzir protótipos. Novos concursos vêm sendo criados, estimulando projetos que desenvolvam uma identidade regional e a auto-sustentabilidade – como Concurso do Design da Terra, do Mato Grosso e o Prêmio de Design Sebrae Rondônia.
Os prêmios dão visibilidade aos produtos, valorizando-os e podem estimular as vendas. Também contribui para a disseminação da importância do design a realização de palestras e seminários. É o caso da série de seminários internacionais Design To Business, promovida pelo Centro de Design Paraná, que já trouxe ao Brasil referências internacionais do setor como Lars Engman, gerente de design da gigante sueca IKEA, e Massimo Morozzi, diretor de arte da Edra – importante empresa de mobiliário italiano.
Iniciativas de fomento ao desenvolvimento de novas tecnologias e materiais na produção de mobiliário estão presentes também em projetos como o PIMM (Projeto de Inovação da Indústria Moveleira), em sua segunda edição já na FIQ 2006.
Acompanhe o calendário de concursos, prêmios, seminários e outros eventos através da Agenda DesignBrasil (www.designbrasil.org.br/portal/agenda/index.jhtml). voltar
Cursos Especializados
Para atender à demanda por profissionais especializados, diversas instituições de ensino superior dispõem de cursos em nível de pós-graduação na área de design de móveis: Universidade Estadual de Minas Gerais (www.uemg.br), Universidade Tecnológica do Paraná (www.utfpr.edu.br), Centro Universitário Senac São Paulo (www.sp.senac.br), Centro Universitário de Jaraguá do Sul (www.unerj.br) e a Universidade do Estado do Pará (www.uepa.br).
Feiras e Exposições

Toda a força do setor fica evidente na temporada completa de feiras. São mais de 20 eventos na área de móveis que movimentam o mercado ao apresentar lançamentos e tendências para lojistas brasileiros e de outros países. Entre este eventos estão: Movelpar (www.movelpar.com.br), Abimad (www.abimad.com.br), Salão do Móvel Brasil (www.salaodomovel.com.br), Movelsul (www.movelsul.com.br), Fenavem (www.fenavem.com.br), Top Móvel, Movinter, Movexpo, Mercomóveis, Femur, passando por eventos de fornecedores como a ForMóbile (www.formobile.com.br), que acontece em São Paulo; a Fimma - Feira Internacional de Máquinas, Matérias-Primas e Acessórios para a Indústria Moveleira (www.fimma.com.br), em Bento Gonçalves (RS); a FIQ - Feira Internacional da Qualidade em Máquinas, Matérias-Primas e Acessórios para a Indústria Moveleira (www.fiq.com.br), em Arapongas (PR) e Femap (Ubá-MG).
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Fontes de informação
O mercado moveleiro também ajuda a sustentar diversas publicações especializadas.A que circula há mais tempo é a revista mensal Móbile Lojista, criada em 1986. Ela é editada pela Alternativa Editorial (www.revistamobile.com.br), que publica ainda a Móbile Fornecedores – hoje chamada de Formóbile (criada em 1987) e a Decore (1998), além do anuário Brazilian Furniture Yearbook e outros.
A Central de Excelência Moveleira publica mensalmente, desde abril de 2001, a Revista Móveis de Valor (www.moveisdevalor.com.br). É a única revista do setor que congrega toda a cadeia moveleira em uma única publicação. A editora tem atuado como ferramenta de formação do setor. Recentemente lançou o Projeto Visão 21 (www.visao21.moveisdevalor.com.br) que atua na qualificação do varejo de móveis. Em uma loja-escola, com 300 metros de área são ministrados cursos de interesse do varejo e demonstradas técnicas modernas de grande importância para estimular as vendas de móveis.
O Portal Moveleiro fundado em 2000, com sede em Londrina-PR, prove negócios e informações a todo o mercado (www.portalmoveleiro.com.br). É definido como uma “rede de empresas e profissionais” que atuam no mercado moveleiro, e reúne mais de 75.000 pessoas atuantes na cadeia produtiva. Mensalmente são gerados mais de 12.000 contatos de negócios no Brasil e em mais de 91 países. Em 2006, durante a MovelSul, lançou seu canal de mídia impressa (Tablóide 100% Móvel), ofertando informações e capacitação ao ponto de venda.
Criada em 1990, a Revista Office Style (www.flexeventos.com.br) é dedicada ao mercado de escritórios. A Informovel é uma revista editada bimestralmente desde 1995 e voltada para as áreas de movelaria industrial, design, produção, decoração, arquitetura de interiores e ergonomia.
Recentemente foi lançada a revista Hall, publicação da Abimad - Associação Brasileira das Indústrias de Móveis de Alta Decoração (www.abimad.com.br). Já a Revista da Madeira (www.remade.com.br/revista) é especializada no segmento de base florestal.
Na cidade de Curitiba é produzido o E-mobile (www.emobile.com.br). Em São Bento do Sul (SC) fica a sede do portal TotalMóveis (www.totalmoveis.com.br ).
Finalmente, uma outra fonte de informação são as associações industriais tais como a Abimóvel, a Abimad, SIMA, Movergs e associações estaduais. voltar
Movimentos Competitivos
O nível de competição no mercado moveleiro têm aumentado significativamente e com mais velocidade nos últimos 5 anos. O desafio da profissionalização da gestão, concorrência internacional, crescimento do número de fábricas e manutenção ou até mesmo retração da base de consumo têm despertado a ação de inúmeras empresas.
O mercado conta atualmente com pouco mais de 16.104 empresas formais e, se for contado o número de informais, é possível que dobre este número.
É crescente a percepção da indústria moveleira para o desenvolvimento competitivo a partir do associativimo. Alguns exemplos são consórcios de exportação (como o Conex Furniture Brazil de Arapongas que reúne cerca de 15 empresas), centrais de compras (como a criada pela Abimad), centrais de serviços, de vendas no mercado interno entre outras. voltar
Para saber mais
1. Panorama do Setor Moveleiro no Brasil. Agosto 2006.
Documento produzido pela Abimovel, oferece uma visão geral do setor no país. Faça o download do arquivo em http://www.abimovel.org.br/?pg=panorama_setor
2. Panorama do Setor Moveleiro no Brasil com ênfase na competitividade externa.
Estudo de Ana Paula Fontenelle Gorini, produzido para o Banco Nacional do Desenvolvimento Social (BNDES) destaca as empresas exportadoras. Veja o arquivo em http://www.bndes.gov.br/conhecimento/bnset/set801.pdf
3 - Fórum da Competitividade da Cadeia Produtiva de Madeira e Móveis. O resultado do trabalho promovido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior está no link: http://www.desenvolvimento.gov.br/arquivo/ sdp/forCompetitividade/perfil/perMadMobil.pdf. voltar