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Pólos Moveleiros
Parte significativa das empresas produtoras de móveis está concentrada nos chamados pólos moveleiros. O maior de todos fica na cidade de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, com um total de 370 empresas. Em seguida estão Ubá (MG), 310 empresas; Votuporanga (SP) e São Bento do Sul (SC), ambas com 210 empresas; Arapongas (PR), 145 empresas; Linhares (ES), 130; e Mirassol, com 85 empresas. Só a região metropolitana de São Paulo reúne 3.000 empresas. A fonte dos dados é a Abimovel. Através da implantação de arranjos produtivos locais (APL´s), diversas micro-regiões localizadas principalmente no Norte e Centro-Oeste do País, têm sido consideradas “pólos emergentes”. Alguns exemplos são Cuiabá/Várzea Grande-MT, interior de Rondônia, Paragominas-PA, Imperatriz-MA, Macapá-AP entre outros. Muitos dos móveis produzidos nestas regiões utilizam madeira maciça. Com estas iniciativas desencadeia-se um processo de geração de valor, transformando a madeira em produto acabado, oferecendo um novo panorama à região. A concentração de indústrias numa mesma região ou cidade aumenta a competitividade e, desde os anos 90, o governo brasileiro baseia suas políticas de desenvolvimento industrial no estímulo aos Arranjos Produtivos Locais. O conceito de APL foi inspirado no modelo dos distritos industriais italianos, que impulsionou as micro e pequenas empresas daquele país no pós-guerra e visa consolidar as cadeias produtivas entre as empresas de uma mesma região, difundindo informações, promovendo a capacitação de trabalhadores e a transferência de tecnologia, entre outras ações. Também o Sebrae, a CNI (através do Senai e do IEL) e a maioria das agências de desenvolvimento do país adotam o conceito de APL em suas políticas de atuação. Um exemplo é o projeto Promos/Sebrae, fruto da parceria entre o Sebrae Nacional, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Promos – Agência de Promoção de Negócios da Câmara de Comércio de Milão. O projeto atuou durante 3 anos em 4 APL’s (um deles, o de Paragominas, no Pará, é da área de móveis) e investiu cerca de R$ 15 milhões. Em 2003 o Sebrae elaborou um termo de referência que norteia sua atuação em nos APL’s. No Fórum da Competitividade, reativado pelo governo em junho de 2003, o setor moveleiro foi escolhido como alvo de um programa para incremento das exportações. O Brazilian Furniture direciona seus esforços para projetos que atendam aos seguintes objetivos: a adoção de um modelo de maior valor agregado para o desenvolvimento dos móveis, com base em design próprio; o aumento da competitividade da indústria moveleira nacional, por meio da melhoria dos índices de qualidade, produtividade e atendimento; e a capacitação das indústrias para a exportação aos mercados selecionados. O programa habilita as empresas associadas a participar de feiras internacionais e a ter acesso a importadores estrangeiros para divulgar e vender seus produtos. Diversas iniciativas têm surgido e se consolidado a partir de programas do governo, do Sebrae e Senai. Um dos destaques é o Centro Tecnológico do Mobiliário do Senai, o Cetemo (http://www.cetemo.com.br), em Bento Gonçalves. Contando com uma sede de 3.512 m2 de área construída, o Cetemo atua na formação educacional e técnica e tem o objetivo de melhorar o nível tecnológico da cadeia produtiva moveleira do país, por meio de consultorias.
Em Arapongas, o Centro de Tecnologia da Madeira e Mobiliário (Senai – Cetmam) levam as indústrias locais a descobrir, valorizar e utilizar o design como estratégia de geração de produtos com qualidade. As empresas da região atendidas pelo núcleo de design local recebem um selo que as torna referência para o setor moveleiro. No Chapecó, Santa Catarina, funciona o Centro Profissionalizante da Indústria Moveleira de Chapecó, ligado à APL local, com cursos profissionalizantes na área geridos pelo Senai, inclusive Marcenaria com ênfase em design e prototipia.
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